Brasileiros lideram na exposição de informações pessoais online
Divulgação - Nord VPN
São Paulo - Mais de um terço dos brasileiros temem que os próprios dados pessoais estejam circulando pela internet sem seu conhecimento. Apesar disso, segundo estudo da NordVPN, o País é líder em fornecer essas informações voluntariamente.
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A pesquisa, feita com mais de 20.000 pessoas em 20 países, identificou o Brasil como país que mais expõe, por exemplo, o endereço (63%), a data de nascimento ( 78%), o nome dos filhos (13%) e vídeos da família (22%).
Na categoria de código fiscal (como CPF ou RG), o País lidera disparado com 51%, sendo o mais próximo o México com 29%.
O diretor de tecnologia da NordVPN, Marijus Briedis, explica que essas informações são as mais buscadas por criminosos, justamente por serem fáceis e permitirem golpes elaborados.
As pessoas, muitas vezes, imaginam o roubo de dados como um ataque dramático e direcionado. Na realidade, é algo muito mais comum: sua senha de e-mail, sua conta da Netflix ou os dados de um cartão salvo", diz Briedis.
As informações menos pensadas são justamente as mais comuns e baratas na dark web, porque são fáceis de roubar. "Uma única conta de e-mail hackeada, vendida pelo preço de um aperitivo, pode levar ao roubo completo de identidade”.
Qual o valor desses dados no mercado do crime?
Outra investigação da NordVPN analisou anúncios em painéis de dados da darkweb, estimando o preço médio que criminosos virtuais pagam em certos dados pessoais.
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Cartões de pagamento roubados: preço mediano de cerca de R$ 67*
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Dados de identidade: um “fullz” — conjunto completo de dados pessoais de uma identidade, incluindo as informações que os brasileiros compartilham com maior facilidade — pode ser vendido por apenas R$ 206*.
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Contas de e-mail: uma conta brasileira do Office365 é vendida por uma média de R$ 137* — para acesso à caixa de entrada da vítima e, consequentemente, às redefinições de senha de todos os outros serviços que ela utiliza.
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Contas do dia a dia: acessos a serviços de streaming, como Netflix, podem ser vendidos por menos de R$ 26*, enquanto contas de redes sociais variam de R$ 62*, no Telegram, a R$ 309*, no TikTok.
O que você faria para recuperar o anonimato?
Para muitos brasileiros, o arrependimento de expor informações também aparece: 21% desejaram não ter divulgado estes dados, quase o dobro da média global.
Questionados sobre aquilo de que abririam mão para ter sua presença online completamente apagada, 22% deixariam de jogar videogames, 21% abririam mão de bebidas alcoólicas, 12% deixariam de fazer sexo e 10% deixariam de comer carne.
“Cibersegurança não tem a ver com paranoia, mas com hábitos. Senhas fortes e exclusivas, autenticação multifator, uma VPN em redes públicas e limitar aquilo que você compartilha: essas medidas simples colocam você à frente da grande maioria dos alvos, porque os criminosos sempre procuram primeiro a vítima mais fácil”, acrescenta Briedis.
Estagiáro sob supervisão de Luana Pavani
*Valores originalmente em Dólar, convertidos e aproximados para Real com base na cotação de 1 para 5,16 em 26/08/2026
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