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Brasil manda 690 mil doses de vacinas para a Venezuela após terremotos

Divulgação/Ministério da Saúde

Brasil já havia enviado outras 350 mil doses de vacinas à Venezuela - Divulgação/Ministério da Saúde
Brasil já havia enviado outras 350 mil doses de vacinas à Venezuela
Por Emanuele Almeida

21/07/2026 | 10h08

São Paulo - Em um esforço contínuo para prestar assistência à Venezuela, o governo brasileiro realizou, na segunda-feira, 21, o envio de uma carga de 4,5 toneladas de imunizantes.

A operação, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada com o apoio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), visa reforçar o sistema de saúde venezuelano, severamente impactado por terremotos devastadores ocorridos em junho deste ano.

Esta nova remessa totaliza 690 mil doses, distribuídas entre vacinas essenciais: 540 mil doses da pentavalente, 102 mil da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e 48 mil da BCG. As autoridades de saúde garantem que a doação foi estruturada de modo a não afetar o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no território brasileiro, mantendo a segurança vacinal da população local.

Terremotos

O cenário na Venezuela permanece crítico após os episódios de terremotos, com registros de mais de 5.200 mortos, 16 mil feridos e cerca de 18 mil pessoas desabrigadas.

Diante dessa tragédia, o Brasil já mobilizou um montante expressivo de ajuda, acumulando aproximadamente 16,5 toneladas de medicamentos e insumos estratégicos, incluindo antibióticos, analgésicos e materiais hospitalares como luvas, seringas e máscaras.

Além deste lote mais recente, o governo brasileiro já havia encaminhado anteriormente 350 mil doses de vacinas focadas no controle de emergências, como as contra a febre amarela e a raiva canina.

Com essa atuação, o Brasil reafirma seu papel na cooperação internacional, juntando-se a esforços de outros países como Estados Unidos, China e México para mitigar o sofrimento das famílias afetadas e prevenir surtos de doenças em situações de calamidade. 

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