Fachin diz que resposta do STF à crise será firme, proporcional e rigorosa
Rovena Rosa/Agência Brasil
Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, disse nesta sexta-feira, 4, que os fatos da crise deflagrada entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes nesta semana estão sendo apurados. Segundo ele, "não haverá precipitação, mas tampouco omissão", e a resposta da Corte "será firme, proporcional e rigorosa".
"Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. Instituições precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão", destacou Fachin, em discurso feito no Palácio do Planalto, durante cerimônia de sanção de medidas relacionadas a fundos do sistema de Justiça. O evento contou também com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal. Nenhum Poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado democrático de direito. A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser compromisso com a legalidade, o devido processo e as garantias constitucionais", afirmou.
Fachin ressaltou ainda que os acontecimentos recentes demonstram o "acerto e a urgência" das metas de sua gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça.
Na mesma cerimônia, o presidente do STF afirmou que o entendimento entre os Três Poderes para a criação de Fundos destinados à Justiça Federal, ao Superior Tribunal de Justiça, ao Ministério Público da União e à Defensoria Pública da União "é sinal de vitalidade da República".
"Que esta cerimônia deixe uma mensagem simples: quando as instituições dialogam, quem ganha é o cidadão", reforçou Fachin, que também declarou que "fortalecer a Justiça é fortalecer espírito público".
(Por Lavínia Kaucz, Gabriel Hirabahasi e Mateus Maia)
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