Casos de síndrome respiratória aguda grave começam a cair no Brasil
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São Paulo - O Brasil começa a observar os primeiros sinais de recuo nas doenças respiratórias. Após cinco meses consecutivos de crescimento, o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na quinta-feira, 9, aponta um início de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível nacional.
Apesar do alívio estatístico, os pesquisadores alertam que as ocorrências ainda permanecem em patamares elevados em grande parte do território brasileiro.
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Quais são os vírus em circulação
O cenário de redução reflete, principalmente, a desaceleração das hospitalizações pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a queda nas internações por influenza A e B. No entanto, os dados das últimas quatro semanas epidemiológicas mostram que o VSR ainda é o grande vilão das hospitalizações, representando 55,9% dos casos positivos.
A distribuição dos vírus identificados laboratorialmente no último mês foi:
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 55,9%;
- Rinovírus: 23,3%;
- Influenza A: 12,7%;
- Influenza B: 8,4%;
- Sars-CoV-2 (Covid-19): 2,2%.
Mesmo com a queda nas internações, a Influenza A continua sendo o vírus mais letal, respondendo por 33,1% dos óbitos confirmados por vírus respiratórios nas últimas quatro semanas. Em seguida aparecem o rinovírus (26,3%) e o VSR (21,7%).
No acumulado de 2026, o Brasil já soma 109.347 notificações de SRAG, com mais da metade (51,7%) confirmada para algum vírus respiratório via exames laboratoriais.
Quem são os mais atingidos?
O impacto da doença segue um padrão característico nos extremos das faixas etárias:
- Crianças (especialmente até 4 anos): O VSR continua predominando e sendo a principal causa de hospitalização;
- Adultos e Idosos: a Influenza A é a causa predominante de casos graves. A mortalidade é significativamente maior entre idosos (65 anos ou mais), tendo a gripe como principal fator.
Porém, um ponto de atenção é o leve aumento de casos na população entre 50 e 64 anos.
Situação regional
O cenário nacional é heterogêneo. Atualmente, seis das 27 unidades federativas ainda apresentam indícios de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. O Amazonas desperta atenção especial pelo aumento de casos entre idosos, possivelmente associado a um crescimento local da Covid-19.
Entre as capitais, nove apresentam sinal de crescimento, incluindo Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Manaus e Rio Branco. Nestas cidades, o aumento atinge principalmente crianças menores de dois a quatro anos, mas em Manaus e Belo Horizonte, os idosos também estão em zona de risco.
Como se prevenir?
Mesmo com a tendência de queda, a Fiocruz reforça que as medidas de prevenção não devem ser abandonadas enquanto os níveis de circulação viral forem altos. As recomendações fundamentais incluem:
- Vacinação em dia, especialmente para grupos de risco (idosos, gestantes e crianças);
- Higiene frequente das mãos e cobrir o nariz e boca ao tossir ou espirrar;
- Isolamento imediato ao apresentar sintomas de gripe; caso precise sair, o uso de máscara é indispensável.
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