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Dores nas costas lideraram ranking de afastamentos de trabalho em 2025

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Do total de benefícios concedidos, a grande maioria oi classificada como previdenciária, quando o afastamento não tem nexo causal direto com o trabalho - Freepik
Do total de benefícios concedidos, a grande maioria oi classificada como previdenciária, quando o afastamento não tem nexo causal direto com o trabalho
Por Emanuele Almeida

28/01/2026 | 14h47

São Paulo, 28/01/2026 - Dos 4,12 milhões de trabalhadores brasileiros que se afastaram temporariamente de suas funções em 2025, 237.113 casos foram relacionados a dores nas costas. Os números foram divulgados pelo Ministério da Previdência Social na terça-feira, 27.

No total, foram 4.126.110 benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo governo, um aumento de 15,19% em relação a 2024. As causas dos afastamentos são diversas, mas as mais frequentes além das dores nas costas são as lesões ou desgastes dos discos invertebrais e fraturas da perna ou tornozelo. 

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Além das complicações na coluna, o levantamento detalha outros motivos frequentes para a solicitação do auxílio. As fraturas e os problemas de saúde mental completam o topo da lista. Veja o ranking:

  1. Dorsalgia (dores nas costas): 237.113 casos;
  2. Transtornos de discos intervertebrais: 208.727 casos;
  3. Fratura da perna (incluindo tornozelo): 179.743 casos;
  4. Outros transtornos ansiosos: 166.489 casos;
  5. Lesões do ombro: 135.093 casos;
  6. Episódios depressivos: 126.608 casos.

Acidentes de trabalho e perfil dos afastamentos

Do total de benefícios concedidos, quase a totalidade (94,5%) foi classificada como previdenciária, ou seja, quando o afastamento não tem nexo causal direto com o trabalho. Apenas 5,5% foram classificados como acidentários, aqueles relacionados ao ambiente laboral.

No entanto, os benefícios acidentários tiveram um crescimento percentual mais acelerado: 26,08% em comparação a 2024, enquanto os previdenciários cresceram 14,61%. Entre os casos acidentários, as causas externas (como lesões e envenenamentos) lideram, seguidas pelas doenças osteomusculares e transtornos mentais.

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Somados, os grupos de doenças osteomusculares, lesões externas e transtornos mentais correspondem a 62,61% de todas as causas de incapacidade temporária para o trabalho no Brasil.

O Ministério da Previdência Social aponta que esse crescimento não reflete necessariamente apenas uma piora na saúde da população, mas pode estar associado a uma maior eficiência administrativa. Fatores como o crescimento do número de segurados elegíveis, melhorias nos processos de concessão e a execução de programas para o enfrentamento de filas contribuíram para os números mais altos.

Entenda os números

Os dados referem-se apenas aos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social e trazem pontos importantes para o entendimento do cenário atual:

  • Regra dos 15 dias: Os números mostram apenas casos graves, onde o trabalhador precisou ficar mais de 15 dias longe de suas funções. Afastamentos curtos não entram nesta conta;
  • Quem ficou de fora: O levantamento não inclui servidores públicos (que possuem regimes próprios) nem profissionais que ficaram doentes por curtos períodos;
  • Desempregados também contam: O balanço inclui pessoas que, mesmo sem emprego fixo no momento, ainda tinham direito ao seguro do INSS.

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