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Genéricos para pressão alta são os mais consumidos pelos 50+; veja outros

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Para o público mais velho, os genéricos são aliados essenciais
Por Emanuele Almeida

20/05/2026 | 12h06

São Paulo - Celebrado em nesta quarta-feira, 20, o Dia Nacional do Medicamento Genérico marca a introdução de uma alternativa que, desde 1999, transformou o acesso à saúde e aos tratamentos no Brasil ao oferecer remédios com preços mais acessíveis para o consumidor.

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A data também é um momento oportuno para esclarecer o que exatamente são esses medicamentos e entender como diferentes faixas etárias mudaram a forma de comprá-los.

Mais procurados pelos 50+ 

Para o público mais velho, os genéricos são aliados essenciais, especialmente no tratamento contínuo de doenças crônicas e de alta prevalência no Brasil, como hipertensão, problemas cardiovasculares e diabetes.

A lista dos princípios ativos mais vendidos do País reflete diretamente a necessidade de cuidados prolongados dessa população. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), com base em dados da IQVIA, entre os maiores líderes de vendas até agora, destacam-se:

  • Losartana potássica, voltado para tratamento da pressão alta, (com quase 50 milhões de unidades vendidas no trimestre);
  • Hidroclorotiazida, voltado para tratamento da pressão alta, (com 20 milhões de unidades vendidas) 

Em sequência, o público 50+ tem um consumo maior de Enalapril (controle da pressão arterial), Anlodipino (controle da pressão arterial). Remédios como a sinvastatina e a rosuvastatina, usados no controle do colesterol, e a metformina, para diabetes, também encabeçam as preferências. 

No geral, os genéricos mais consumidos são: 

  • Losartana potássica: 49,7 milhões de unidades;
  • Dipirona sódica: 32,4 milhões de unidades;
  • Hidroclorotiazida: 20 milhões de unidades;
  • Tadalafila: 19,5 milhões de unidades;
  • Nimesulida: 15,4 milhões de unidades.

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Entenda a diferença

Muitas pessoas ainda têm dúvidas na hora de escolher a medicação no balcão da farmácia. A principal diferença está na forma como são desenvolvidos, comercializados e identificados:

  • Medicamento de referência (original): é aquele desenvolvido inicialmente por um laboratório farmacêutico, possui uma marca comercial bastante conhecida e teve sua eficácia comprovada por estudos clínicos originais.
  • Medicamento genérico: possui o exato mesmo princípio ativo, dose, forma farmacêutica e efeito terapêutico que o remédio de referência, assegurando a mesma qualidade, eficácia e segurança. A diferença é que ele é vendido sem nome de marca, é identificado por uma tarja amarela com a letra "G" e, por lei, deve custar, no mínimo, 35% a menos do que o original.
  • Medicamento similar: também tem o mesmo princípio ativo e indicação terapêutica do de referência e precisa comprovar equivalência junto à Anvisa. Porém, ele pode variar em características como cor, formato e embalagem, além de ser vendido sob um nome comercial (marca).

O farmacêutico e presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, Maurício Filizola, reforça a segurança em relação aos genéricos:

Os genéricos representam um avanço importante para a saúde pública, porque permitem que mais pessoas tenham acesso contínuo aos tratamentos prescritos pelos médicos. Hoje, os consumidores já entendem que o genérico passa pelos mesmos critérios rigorosos de qualidade e eficácia.”

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Compra por idade 

Curiosamente, a forma de adquirir os medicamentos genéricos revela um contraste de preferências entre as idades. O levantamento da RD Saúde revela que o ambiente digital vem sendo fortemente impulsionado pelos consumidores mais jovens, na faixa de 18 a 35 anos. 

Isso porque, esse público valoriza a conveniência, recorrendo ao e-commerce em busca de soluções imediatas, entregas rápidas e um equilíbrio prático entre preço e qualidade.

Em contrapartida, as tradicionais farmácias de rua continuam exercendo um papel vital para o público acima dos 50 anos. Para eles, o contato presencial na loja física representa um ponto inestimável de confiança e de cuidado contínuo. Como esse grupo costuma comprar medicamentos para terapias prolongadas, o balcão gera segurança e ajuda na fidelização do paciente. 

Impacto no bolso 

Para se ter ideia do forte impacto econômico da categoria, os genéricos movimentaram R$ 5,57 bilhões no período de março de 2025 a março de 2026, um crescimento expressivo de 17,6% nas vendas,  segundo dados ad RD Saúde, a partir de um levantamento de sua frente de Retail Media, a Impulso. 

Apenas no primeiro trimestre de 2026, os genéricos geraram uma economia estimada em R$ 14,6 bilhões aos brasileiros, segundo dados da PróGenéricos. A expectativa é que esse ritmo se mantenha acelerado,com o setor projetando uma economia acumulada de impressionantes R$ 630 bilhões para o País até a marca de 2030. 

Para o presidente-executivo da PróGenéricos, Tiago de Moraes Vicente, essa escalada vai muito além do custo-benefício:

Os números mostram que os genéricos deixaram de ser apenas uma alternativa de preço para se consolidarem como um dos pilares da assistência farmacêutica no Brasil. Estamos falando de um setor que alia acesso, desenvolvimento industrial, inovação e impacto social direto na vida das pessoas."

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