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Idoso pode doar sangue? Veja regras de idade e saúde para a doação

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Surgimento de doenças crônicas, muito comuns no envelhecimento, não exclui automaticamente o idoso da doação, mas exige avaliação individual - Adobe Stock
Surgimento de doenças crônicas, muito comuns no envelhecimento, não exclui automaticamente o idoso da doação, mas exige avaliação individual
Por Emanuele Almeida

26/06/2026 | 11h19

São Paulo - No contexto atual de doação de sangue, no qual os patamares de doações ainda estão abaixo do esperado desde 2015, é importante desmentir a ideia de que o "sangue do idoso é fraco" ou que o ato de doar debilita o idoso.

Pessoas idosas podem, sim, ser doadoras de sangue e a idade, por si só, não é um impeditivo. De acordo com as regras atuais, pessoas podem doar sangue até os 69 anos, desde que estejam em boas condições de saúde e já tenham realizado pelo menos uma doação antes dos 60 anos. 

Ao VIVA, especialistas afirmam que osangue não envelhece e, sendo o doador saudável, o organismo repõe rapidamente o volume retirado de forma totalmente segura.

Triagem para avaliação individual

As condições da pessoa idosa são avaliadas durante a triagem, como de qualquer outra. Doenças crônicas, muito comuns no envelhecimento, não excluem automaticamente o idoso da doação, mas exigem avaliação individual.

A prioridade na triagem é sempre garantir que a pessoa não tenha nenhum prejuízo à sua própria saúde ao doar", destaca a coordenadora de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Carlos.

Fatores que definitivamente impedem a doação em idosos incluem:

  • Doenças crônicas descompensadas e diabetes em uso de insulina;
  • Problemas cardíacos importantes e doenças graves de pulmão, rins ou fígado;
  • Histórico recente ou tratamento de câncer;
  • Mal de Parkinson;
  • Baixo peso (inferior a 50 kg).

A hemoterapeuta da Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, Tila Facincani esclarece que se a pessoa está saudável e com a maioria dos remédios comuns de pressão e colesterol bem administrados, e até mesmo para diabéticos sem uso de insulina, a doação de sangue pode acontecer. 

Por outro lado, se a pessoa for diabética dependente de insulina ou tiver uma situação clínica mais delicada, ela é considerada inapta. Isso ocorre, segundo Facincani, não só pelo remédio, mas principalmente pela doença de base. 

Doenças cardíacas ou eventos graves anteriores também são impeditivos absolutos para a segurança do próprio doador. Facincani exemplifica:

Quem já teve um infarto, não pode doar, porque tem um risco de novo infarto". 

A médica Luciana Carlos aborda também doeças cardiovasculares, como a hipertensão, e explica que "ela por si só não é uma motivação de inaptidão, mas tem alguns medicamentos que impedem a doação".

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