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Insulina glargina: entenda vantagens de medicamento oferecido no SUS

Marcello Casal jr/Agência Brasil

Insulina glargina tem ação prolongada e facilita a rotina dos pacientes com diabetes - Marcello Casal jr/Agência Brasil
Insulina glargina tem ação prolongada e facilita a rotina dos pacientes com diabetes
Por Pedro Marques

27/02/2026 | 08h00

São Paulo, 27/02/2026 - Em fevereiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) começou o processo de transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina glargina, que tem ação prolongada e facilita a rotina dos pacientes com diabetes. 

A principal vantagem da insulina glargina é que sua ação dura até 24 horas, auxiliando na manutenção dos níveis de glicose, além de ser necessária apenas uma aplicação por dia. 

Leia também: SUS começa a oferecer insulina mais moderna para tratamento de diabetes

Por causa dessas características, a introdução da insulina glargina deve trazer mais qualidade de vida para os pacientes atendidos pelo SUS, afirma Melanie Rodacki, médica endocrinologista, professora da UFRJ e chefe do departamento de Diabetes tipo 1 Adulto da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). "Vai ser um benefício enorme trocar [a insulina humana] para a insulina glargina", afirma Rodacki. 

"[O medicamento] é mais estável e tem menos variação de um dia para o outro, reduzindo as  flutuações de glicose nos pacientes. As pessoas não precisam ter aquela obrigatoriedade de se alimentar em intervalos regulares", explica.

Rodacki acrescenta que a medicação pode até mesmo ter impacto financeiro positivo nos custos do SUS. "É possível, porque o tratamento vai diminuir o número de complicações tanto a longo quanto a curto prazo", diz. A redução de ocorrências relacionadas à diabetes, por sua vez, deve proporcionar redução de custos para o SUS.

Como é o tratamento com insulina glargina?

A insulina glargina é usada como insulina basal, ou seja, mantém a glicose controlada ao longo do dia e da noite. Ela faz parte do tratamento tanto do diabetes tipo 1 quanto do diabetes tipo 2, dependendo da necessidade de cada pessoa.

A aplicação, geralmente, é feita 1 vez ao dia, sempre em horário fixo (manhã ou noite), por meio de injeção subcutânea (na gordura abaixo da pele). As aplicações costumam ser feitas em locais como abdômen, coxa ou na parte posterior do braço.

Para quem tem diabetes tipo 1, a glargina é usada junto com insulina de ação rápida antes das refeições. Ela cobre a necessidade basal, enquanto a rápida controla o açúcar após comer.

Para quem tem diabetes tipo 2, ela pode ser usada sozinha (em fases iniciais de insulinização), junto com antidiabéticos orais ou combinada com insulina rápida.

A dose é individualizada e definida pelo médico com base no peso corporal, tipo de diabetes, resultados de exames de glicemia (especialmente jejum) e o uso de medicamentos. 

Por isso Radecki destaca que a mudança de medicamento deve ser sempre feita com orientação médica. "Quando o paciente troca de uma insulina para outra tem que passar por uma consulta médica para fazer o ajuste da dose e evitar problemas", explica.

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