SUS começa a oferecer insulina mais moderna para tratamento de diabetes
Rafael Nascimento/Agência Brasil
10/02/2026 | 14h30 ● Atualizado | 14h32
São Paulo, 10/02/2026 - O Sistema Único de Saúde (SUS) começa neste mês o processo de transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina glargina, que tem ação prolongada e facilita a rotina dos pacientes com diabetes.
A iniciativa amplia as opções terapêuticas na rede pública de saúde e oferece um medicamento mais moderno à população, segundo o ministério.
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A transição começa com um projeto-piloto nos Estados do Amapá, Paraná, Paraíba e no Distrito Federal, contemplando crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. Mais de 50 mil pessoas devem ser atendidas nessa primeira fase, segundo estimativas da pasta.
Depois de duas décadas, o Brasil voltou a produzir insulina no País. Isso traz garantia e segurança para os pacientes”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O que é a insulina glagirna?
A glargina é uma insulina de ação prolongada – de até 24 horas, facilitando a manutenção dos níveis de glicose – e de aplicação única no dia. A transição será feita de forma gradual, a partir da avaliação de cada paciente.
O Ministério da Saúde está promovendo treinamento nos quatro Estados onde o projeto-piloto está sendo executado, para auxiliar os profissionais de saúde de atenção primária.
Após os primeiros meses, será feita uma avaliação dos resultados para construção de um cronograma de expansão para os demais Estados do País.
O tratamento com insulina glargina pode custar até R$ 250, para dois meses, na rede privada. O SUS garante assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico, e monitoramento até o tratamento, conforme o quadro clínico de cada paciente.
Atualmente, são ofertados quatro tipos de insulina: humanas NPH e Regular, e análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais para o tratamento do diabetes.
Produção
A expansão do uso da insulina glargina no SUS é resultado de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) envolvendo o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fiocruz, com a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee.
A iniciativa prevê a transferência de tecnologia para o Brasil, reforçando o compromisso do atual governo com o fortalecimento da soberania nacional na produção de medicamentos, vacinas e demais insumos de saúde.
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