Litoral de SP: Santos e Praia Grande têm maior número de praias impróprias
Prefeitura Praia Grande
24/01/2026 | 15h27
São Paulo, 24/01/2026 - Embora a grande maioria das praias do estado esteja própria para banho, cidades da Baixada Santista como São Vicente, Santos e Praia Grande reúnem o maior número de bandeiras vermelhas.
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As cidades litorâneas mais próximas da capital paulista — São Vicente, Santos e Praia Grande — concentram a maior parte das praias classificadas como impróprias para banho nesta semana, segundo o novo boletim de balneabilidade divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
O levantamento, que monitora 175 pontos em todo o litoral, aponta que 15 pontos na Baixada Santista estão impróprios,. A distribuição das bandeiras vermelhas na região, que inspiram cuidados aos banhistas, ficou da seguinte forma:
- Praia Grande: cinco das 12 praias estão impróprias;
- Santos: quatro de sete praias sem condições de balneabilidade;
- São Vicente: três das seis praias do município estão impróprias;
- Guarujá: duas praias impróprias de um total de sete;
- Itanhaém: apenas uma praia imprópria de um total de 12.
No Litoral Norte, a situação é mais amena, mas ainda exige atenção: nove praias não são recomendadas para o banho. A restrição atinge três praias em Ubatuba, três em Ilhabela, duas em Caraguatatuba e uma em São Sebastião, dentre as 105 monitoradas na região.
Cenário geral positivo
Apesar dos pontos de atenção próximos à capital, o cenário geral do litoral paulista é positivo para a temporada de verão. De acordo com a Cetesb, 86% das praias do estado estão próprias para os banhistas. Do total de 175 locais avaliados, 151 receberam a classificação de própria (bandeira verde), enquanto 24 foram consideradas impróprias.
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A condição inadequada de alguns pontos, um problema que se repete há décadas, tem origem na falta de condições sanitárias ideais e na infraestrutura insuficiente para lidar com o aumento de emissões de esgoto durante as férias, quando a população flutuante cresce drasticamente.
Riscos à saúde e critérios de avaliação
A classificação das praias é baseada na densidade de Enterococos, bactérias presentes no trato gastrointestinal humano e animal que servem como marcador de contaminação fecal na água,. A exposição a águas com alta concentração dessas bactérias aumenta o risco de doenças de pele, diarreias e outras infecções, sendo que crianças e idosos são os mais suscetíveis.
Uma praia é considerada imprópria quando:
- Duas ou mais amostras das últimas cinco semanas superam 100 colônias de Enterococos por 100 ml;
- Ou quando a coleta mais recente ultrapassa 400 colônias por 100 mL.
A gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb, Claudia Lamparelli, alerta que a aparência da água pode enganar: “A água aparentemente limpa pode estar imprópria. Por isso, o monitoramento é essencial para orientar a população”.
Recomendações aos banhistas
Além de verificar as bandeiras, a Cetesb reforça que chuvas intensas podem alterar temporariamente a qualidade do mar. A recomendação é evitar o banho por pelo menos 24 horas após chuvas fortes, mesmo em praias classificadas como próprias, e manter distância de canais, rios e córregos que deságuam na praia, pois podem carregar esgoto irregular.
O boletim de balneabilidade é atualizado semanalmente, às quintas-feiras, e pode ser consultado no site da Cetesb ou pelo aplicativo oficial do órgão.
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