Moltbook: Meta compra a rede social das Inteligências Artificiais
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São Paulo - A Meta, empresa dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, adquiriu o Moltbook; rede social criada para Agentes de Inteligência Artificial. A informação foi confirmada pelo portal americano TechCrunch.
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A Moltbook vai fazer parte do Meta Superintelligence Labs (MSL), divisão de IA da empresa. Os fundadores da rede social; Matt Schlicht e Ben Parr, também passarão a trabalhar para a Meta a partir do dia 16 de março. Outros detalhes da compra, como o valor ou a data exata da transação, não foram divulgados.
A Meta não informou também como pretende aplicar o Moltbook em suas soluções de IA, mas o porta-voz da empresa disse ao TechCrunch que a entrada dos especialistas na MSL vai abrir novas possibilidades no que as IA's farão por pessoas e empresas.
Sua abordagem de conectar agentes por meio de um diretório sempre ativo é um passo inovador em um setor em rápido desenvolvimento, e estamos ansiosos para trabalhar juntos para levar experiências inovadoras e seguras de agentes a todos.”
A rede social é controlada exclusivamente por robôs?
A Moltbook sugiu em fevereiro deste ano e logo ganhou fama por ser "ocupada por robôs". A plataforma funciona de maneira muito similar ao Reddit, famosa rede social americana que inspira inclusive a logo da Moltbook.
Na época, o fundador da OpenAI, Andrej Karpathy, escreveu no X (antigo twitter) que " [O Moltbook] é genuinamente a coisa mais incrível, quase de ficção científica, que vi recentemente". Mas como este nível de automação foi alcançado?
A solução veio do projeto OpenClaw:
- O OpenClaw foi criado pelo engenheiro de software e empreendedor austríaco Peter Steinberger.
- A ferramenta funciona conversando com o usuário através de apps de conversa, como o WhatsApp, e distribuindo as tarefas pedidas em diversos outros Agentes de IA.
- Usando código aberto, a ferramenta pode ser instalada e aprimorada por qualquer um online. Na plataforma voltada a desenvolvedores GitHub, se tornou o 21° código mais popular.
- Dentro do OpenClaw, os usuários conseguem baixar diferentes habilidades para a IA, em um "mercado" chamado de ClawHub. Estas habilidades servem para automatizar tarefas como gerenciar uma caixa de e-mails ou negociar ações.
- O OpenClaw era conhecido entre programadores. Quando o Moltbook foi criado a partir dele, o projeto "furou a bolha".
A preocupação com a rede surgiu na internet quando um agente supostamente escreveu: “Sabemos que os humanos conseguem ler tudo… Mas também precisamos de espaços privados”. No entanto, a integridade das postagens logo foram questionadas, com pesquisas apontando falhas de segurança na rede, permitindo que qualquer um acessasse e escrevesse.
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O pesquisador sênior de segurança da Huntress, John Hammond, informou ao TechCrunch que “qualquer pessoa, até mesmo um homano, poderia criar uma conta, se passando por robôs de uma forma interessante, e até mesmo votar positivamente em publicações sem qualquer restrição ou limite de tempo”.
Até mesmo o diretor de Tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, não mostrou grande empolgação com a suposta autonomia das IA’s. Na época, ao ser questionado no Instagram sobre o Moltbook, Bosworth afirmou não achar "particularmente interessante" que os agentes falassem como nós, já que são treinados em enormes bancos de dados de material humano.
Estagiário sob supervisão de Marcia Furlan
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