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Como funciona a tecnologia da Trionda, bola da Copa do Mundo 2026? Entenda

Divulgação/Fifa

Tecnologia na bola pode ajudar o árbitro na tomada de decisão mais rápida e precisa - Divulgação/Fifa
Tecnologia na bola pode ajudar o árbitro na tomada de decisão mais rápida e precisa
Por Bárbara Ferreira

07/07/2026 | 19h22

São Paulo - A Trionda, bola usada na Copa do Mundo 2026, tem um chip de sensor de movimento de 500Hz. Com a tecnologia, a própria bola fornece informações sobre sua movimentação em jogo e envia dados para o sistema de árbitro assistente de vídeo (VAR) em tempo real, segundo a FIFA.

Este ano, a bola pode ajudar o árbitro na tomada de decisão mais rápida e precisa, como em impedimentos, toques de mão ou pênaltis, segundo a Federação. O sensor de movimento fica embutido em uma camada dentro de um dos quatro painéis da Trionda.

Os outros três painéis da bola têm contrapesos para compensar o peso do sensor e garantir o equilíbrio da bola, segundo a Adidas. Esse sensor é alimentado por bateria, por isso, a bola precisa ser conectadas à tomada para ser recarregada eventualmente.  

Como funciona a tecnologia da bola da Copa?

Conforme compartilhado pela FIFA, a bola contêm um pequeno sensor de unidade de medição inercial (IMU), que normalmente opera a cerca de 500 Hz. Esse sensor rastreia a aceleração da bola e os movimentos, mesmo que sutis, em três dimensões.

Os dados são capturados 500 vezes por segundo. Com eles, é possível identificar com precisão o momento exato em que um jogador toca na bola. Essa informação é transmitida em tempo real ao VAR, onde é combinada com os dados de rastreamento do jogador captados pelas câmeras do estádio para auxiliar os árbitros.

Bola já foi utilizada no VAR?

Apesar do sensor já estar presente na Al Rihla, bola utilizada na Copa do Mundo de 2022, no Catar, o recurso tecnológico foi utilizado pela primeira vez neste ano para definir um lance. Foi assim que um toque na bola foi identificado no jogo entre Portugal e Croácia e um gol foi anulado.

Essa jogada aconteceu aos 57 minutos do segundo tempo e, com o gol anulado, impediu a partida de ir para a prorrogação. Com o gol, o VAR analisou um toque do jogador croata Matanovic na bola, o que fez uma nova jogada começar e deixou seu parceiro, Pasalic, em posição irregular.

Entenda a jogada:

  • Em cruzamento para a área, Matanovic desviou com a cabeça
  • Um jogador adversário correu e desviou
  • A bola bateu em Pasalic
  • A bola foi para o meio da área
  • Portugal tentou cortar
  • Bola entrou no gol

O árbitro utilizou a tecnologia da bola para identificar o toque do croata. "Os sensores conseguem detectar qualquer contato leve, exibido aos espectadores na transmissão como um 'gráfico de batimento cardíaco', e permitindo que os oficiais tenham um nível sem precedentes de dados para tomar decisões rápidas e precisas", explicou a FIFA nas redes sociais.

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