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Smartwatches: 5 motivos para usar um relógio inteligente após os 50 anos

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Smartwatches podem se tornar aliados importantes na prevenção de doenças e no acompanhamento da rotina - Adobe Stock
Smartwatches podem se tornar aliados importantes na prevenção de doenças e no acompanhamento da rotina
Por Pedro Marques

30/01/2026 | 16h02

São Paulo, 30/01/2026 - Visto com frequência nos pulsos de quem pratica atividades físicas com frequência, os smartwatches podem ser úteis para monitorar — e melhorar a saúde — de pessoas de qualquer idade.

Para aqueles que têm mais de 50 anos, as vantagens vão além de acompanhar o desempenho dos treinos: com sensores cada vez mais precisos e funções voltadas ao bem-estar, esses dispositivos podem se tornar aliados importantes na prevenção de doenças e no acompanhamento da rotina, explica Leandro Costa, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

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Segundo o médico, na hora de escolher um relógio inteligente o recomendado é fugir dos modelos mais baratos, mas também não é preciso gastar muito.

Nesse caso, a ideia de que quanto mais caro é melhor é uma falácia. Os modelos mais caros muitas vezes são voltados a atividades específicas e contam com recursos que não vão ser utilizados. O importante é que seja de uma marca confiável e que registre as informações com precisão”, diz o cardiologista.

A seguir, Costa destaca cinco benefícios dos smartwatches para quem tem mais de 50 anos.

Monitoramento da frequência cardíaca

Um dos principais benefícios do smartwatch é o acompanhamento contínuo da frequência cardíaca. A partir desses dados, é possível entender a intensidade do esforço durante caminhadas, corridas leves ou exercícios na academia, respeitando os limites individuais.

“Isso é muito importante porque, dependendo do condicionamento, obviamente, é interessante que o aumento da carga, seja de forma gradual. e uma das formas de nos ajudar a calcular isso é a frequência cardíaca”, afirma o cardiologista. Para pessoas com alguma condição cardiovascular, esse recurso ajuda a evitar excessos e a manter a atividade física em zonas seguras, sempre com orientação médica.

Detecção precoce de arritmias

Modelos mais recentes já conseguem realizar registros semelhantes a um eletrocardiograma e identificar sinais de arritmia. Essa função, validada mais recentemente pela literatura médica, pode auxiliar no diagnóstico precoce e no monitoramento de episódios que acontecem fora do ambiente hospitalar, contribuindo para uma abordagem mais rápida e eficaz. “Isso já nos ajudou a entender e diagnosticar casos de arritmia em pacientes e é uma grande ajuda para monitorar a recorrência desses eventos longe de um hospital”, explica Costa.

Qualidade do sono

Dormir bem é essencial para a saúde cardiovascular, metabólica e mental. Segundo o cardiologista, “os smartwatches conseguem, de fato, avaliar se a qualidade do sono está sendo adequada ou não”. Isso porque os relógios inteligentes analisam movimentos durante a noite e estimam os estágios do sono, permitindo identificar padrões inadequados ou noites pouco reparadoras. Com essas informações, fica mais fácil ajustar hábitos e buscar ajuda profissional quando necessário.

Alertas e segurança

Outro avanço importante é a detecção de quedas. Sensores como acelerômetros e giroscópios conseguem identificar movimentos abruptos associados à perda de equilíbrio e, em alguns casos, enviar alertas automáticos para contatos de emergência ou serviços de saúde. Para pessoas mais velhas, isso representa mais segurança e tranquilidade, tanto para o usuário quanto para a família.

Hábitos mais saudáveis

Além de medir passos, exercícios e gasto energético, o smartwatch funciona como um estímulo constante para quem quer ou precisa praticar exercícios. “Esses dispositivos ajudam a convencer os pacientes a fazer uma mudança de comportamento e incorporar e priorizar o exercício na rotina dele”, destaca o cardiologista do Oswaldo Cruz.

Estudos e a prática clínica indicam que a visualização do progresso, metas diárias e lembretes aumentam a adesão à prática regular de atividade física e contribuem para a redução de fatores de risco cardiovasculares, como sedentarismo, hipertensão e colesterol elevado.

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