Irã confirma a morte de secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional
Irna News Agency
Dubai - O Irã confirmou a morte do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, em comunicado divulgado pela organização. Segundo o Conselho, Larijani foi morto junto com seu filho Morteza Larijani e o chefe de seu gabinete, Alireza Bayat, além de vários guardas.
Israel disse na terça-feira que havia atacado e matado Larijani e o general Gholam Reza Soleimani, chefe da força Basij da Guarda Revolucionária, composta por voluntários.
Larijani era considerado uma das figuras mais poderosas do país desde que o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um ataque aéreo no primeiro dia da guerra.
Ex-presidente do parlamento e conselheiro sênior de políticas, ele havia aconselhado o falecido Khamenei sobre estratégia nas negociações nucleares com o governo Trump. Ele foi sancionado pelo Tesouro dos EUA em janeiro por seu papel na "coordenação" da violenta repressão do Irã aos protestos nacionais.
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Incursão será de ‘curta duração’, diz Trump
Ainda nesta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer que a incursão americana no Irã será de "curta duração" e que Washington está avançando rapidamente em seu cronograma.
"Mais algumas semanas, não vai demorar muito. Estamos bem adiantados", afirmou Trump. Mais cedo, o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, tinha comentado que as incursões no Oriente Médio têm o prazo previsto de quatro a seis semanas. Segundo ele, pode-se levar dez anos para reparar os danos dos ataques, mas é preciso "tornar a solução mais duradoura".
Recusa da Otan
Sobre a recusa de países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em participar dos ataques contra o Irã no Oriente Médio, o presidente norte-americano disse que "não precisa ou deseja" esta assistência. "Os EUA foram informados pela maior parte dos nossos 'aliados' da Otan de que não querem se envolver na nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã, apesar de praticamente todos os países concordarem com o que fazemos", escreveu o republicano na Truth Social. Segundo ele, a Otan também concorda que o Irã não pode possuir uma arma nuclear "em qualquer forma ou tamanho".
Trump acusou a aliança militar de nunca fazer nada pelos Estados Unidos em troca da proteção oferecida pelos americanos. "Graças a esse sucesso militar, não precisamos mais, ou desejamos, a assistência dos países da Otan - NÓS NUNCA PRECISAMOS! Vale o mesmo para o Japão, Austrália, ou Coreia do Sul.”
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