Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

INSS suspende empréstimos consignados do C6 Bank

Adobe Stock

Auditoria aponta cerca de 320 mil contratos com indícios de cobrança de custos adicionais referentes a seguros e pacotes de serviços - Adobe Stock
Auditoria aponta cerca de 320 mil contratos com indícios de cobrança de custos adicionais referentes a seguros e pacotes de serviços
Por Marcel Naves

17/03/2026 | 09h02

São Paulo - O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS suspendeu nesta terça-feira (17), novos empréstimos consignados do banco C6. A medida foi adotada após auditoria feita pela Controladoria Geral da União  - CGU identificar  cerca de 320 mil contratos com indícios de cobrança de custos adicionais referentes a seguros e pacotes de serviços.

De acordo com o INSS a cobrança adicional resultava na redução do valor líquido efetivamente disponibilizado aos beneficiários. A conduta foi considerada de "elevada gravidade".

O instituto afirmou que  a suspensão será válida até que os valores cobrados indevidamente sejam restituídos e corrigidos. O órgão quer que o banco devolva a segurados aproximadamente R$ 300 milhões. 

Leia também: Maioria dos beneficiários do INSS usa consignado para colocar contas em dia

Em nota encaminhada ao Portal VIVA o INSS reforça a ilegalidade deste tipo de cobrança.

"O INSS reforça que é proibida a inclusão de custos extras, como taxas administrativas, prêmios de seguros ou quaisquer encargos estranhos à operação de crédito consignado. A regra existe para preservar a integridade da margem consignável e proteger a renda alimentar dos beneficiários".

Entre os achados, auditores entenderam que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 em meio ao contrato de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora do JP Morgan, que é acionista do C6.

Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação pelo Estadão mostram que, entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados. No primeiro ano, quando entrou para esse mercado criando o C6 Consig, tinha 514 clientes. Em 2025, já tinha uma carteira de 3,3 milhões de consignados.

Leia também: Prazo para contestar descontos associativos do INSS acaba em uma semana

Posicionamento do C6

Em nota à imprensa, o C6 disse discordar integralmente da interpretação do INSS e que vai buscar seu direito de defesa na esfera judicial "porque não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes".

O banco ressaltou ainda que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias