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Greve nas universidades federais afeta 53 campi e suspende serviços no País

Fernando Frazão/Agência Brasil

Movimento afeta atividades essenciais, mas aulas estão sendo mantidas - Fernando Frazão/Agência Brasil
Movimento afeta atividades essenciais, mas aulas estão sendo mantidas
Por Alexandre Barreto

23/04/2026 | 11h55

São Paulo - As universidades federais estão em greve em todo o País. Pelo menos 53 campi registram paralisação total ou parcial dos serviços técnico-administrativos. O movimento afeta atividades essenciais, enquanto as aulas são mantidas na maioria das instituições.

Um levantamento da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) aponta que a adesão varia entre campi e setores e a paralisação atinge unidades como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Os principais impactos concentram-se em serviços administrativos, com atrasos na emissão de documentos, matrículas e tramitação de processos. As bibliotecas operam com restrições ou estão fechadas, enquanto laboratórios e rádios universitárias têm funcionamento parcial.

Na área da saúde, hospitais universitários registram redução de atendimentos. No Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), as equipes trabalham com cerca de 30% do efetivo, o que leva ao adiamento de consultas, exames e cirurgias eletivas. 

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Em algumas instituições, há paralisação de atividades específicas. Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), foram suspensos processos seletivos, manutenção de sistemas de TI e serviços de transporte.

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), secretarias e bibliotecas estão majoritariamente paradas desde fevereiro. Já na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), laboratórios operam parcialmente desde março.

Condições de trabalho

A greve nas universidades ocorre principalmente pela exigência de reajuste salarial, reestruturação de carreira para técnicos e docentes, e melhorias nas condições de trabalho.

A categoria cobra do governo federal o cumprimento de um acordo firmado em 2024. Entre as demandas estão a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), a redução da jornada para 30 horas semanais e a reestruturação de cargos. Um projeto de lei sobre o tema foi sancionado, mas os servidores afirmam que falta o decreto para viabilizar a aplicação.

“No caso da regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências, a proposta segue em andamento dentro do cronograma legal e administrativo. O MEC permanece atuando para concluir pontos remanescentes na dinâmica das mesas setoriais observados os cronogramas estabelecidos em regramento próprio da mesa”, informou o Ministério da Educação em nota enviada ao jornal O Estado de S.Paulo.

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A Fasubra prevê mobilização em Brasília nesta quinta-feira, 23, na sede do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), para pressionar pela regulamentação das medidas. Segundo a entidade, a maior concentração de greves ocorre no Sudeste, seguido por Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste.

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