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Professores suspendem paralisação em SP e definem calendário de mobilização

Tomaz Silva/Agência Brasil

Professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter a mobilização da categoria - Tomaz Silva/Agência Brasil
Professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter a mobilização da categoria
Por Alexandre Barreto

13/04/2026 | 15h45 ● Atualizado | 15h46

São Paulo - Professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter a mobilização da categoria após a greve realizada nos dias 9 e 10 de abril. Em assembleia com cerca de 10 mil participantes, realizada em frente ao MASP, na Avenida Paulista, na última sexta-feira, o grupo optou por não continuar a paralisação neste momento e aprovou um novo calendário de lutas.

A principal ação definida é um ato nesta terçã-feira,  14 de abril, às 14h30, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde os docentes pretendem acompanhar debates e pressionar parlamentares pela retirada do Projeto de Lei 1316, que trata da reforma administrativa da educação.

Uma nova assembleia estadual foi convocada para o dia 28 de abril, às 15h, também na Alesp, para avaliar os próximos passos.

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Segundo a organização, a greve teve adesão média de 40% na rede estadual. A avaliação apresentada na assembleia aponta que a paralisação fortaleceu a mobilização e ampliou o diálogo com a comunidade escolar.

Entre as principais reivindicações da categoria estão o reajuste salarial no salário-base e na carreira, a aplicação do piso nacional como referência inicial e a retirada do PL 1316. Os professores também criticam medidas como avaliações de desempenho com caráter punitivo.

Maria Izabel Azevedo Noronha, conhecida como Professora Bebel, é deputada estadual
Maria Izabel Azevedo Noronha, conhecida como Professora Bebel, é deputada estadual - Divulgação/Alesp

O Projeto de Lei 1316 prevê mudanças como avaliações periódicas, possibilidade de remoção de docentes por desempenho, regras mais rígidas para faltas e alterações no calendário escolar. Essas propostas são apontadas pelos professores como motivo central para a continuidade da mobilização.

“A educação pública é uma luta de todos. Vamos seguir mobilizados, organizados e dialogando com estudantes, pais e comunidades para garantir direitos e qualidade na escola pública”, afirmou a deputada estadual Professora Bebel (PT).

Segundo ela, a decisão reflete a continuidade da mobilização. “Não queremos bônus nem abono complementar. Queremos reajuste no salário e na carreira. O piso precisa ser respeitado como ponto de partida, e a valorização tem que ser permanente”, disse. “A greve mostrou a força dos professores e das professoras e a disposição de luta da categoria. Agora seguimos mobilizados, organizando a luta em todo o Estado e ampliando o diálogo com a sociedade”, complementou.

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O movimento teve início após convocação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, que organizou a paralisação como parte da campanha salarial. A categoria também cobra a convocação de mais professores concursados e melhores condições de trabalho.

Outro ponto defendido pelos docentes é a reabertura de classes, principalmente no período noturno, no ensino médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A mobilização também inclui visitas às escolas, assembleias regionais e fortalecimento de comitês de luta, que somam cerca de 60 em todo o Estado.

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