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Maioria dos empregadores não encontra pessoas formadas prontas para IA

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A pesquisa também aponta que 42% dos estudantes brasileiros dizem não ter orientação institucional sobre uso de IA
Por Felipe Cavalheiro

01/06/2026 | 14h26

São Paulo - Uma pesquisa feita em conjunto pelas empresas Pearson e Amazon Web Services (AWS) investigou o desalinhamentos entre o ensino superior e os empregadores no tema da inteligência artificial. Para 53% dos empregadores,o principal desafio é encontrar graduados com as habilidades certas em IA.

O relatório "Preparação para IA: Construindo a Ponte entre o Ensino Superior e o Trabalho"  baseia-se em mais de 2.700 respostas de questionários por estudantes, líderes do ensino superior e empregadores em seis países – EUA, Reino Unido, Brasil, Arábia Saudita, Vietnã e Malásia – e foi complementado por entrevistas qualitativas com líderes do ensino superior. 

O presidente de Ensino Superior e Aprendizagem Virtual da Pearson, Tom ap Simon, defende que, ao se formar, possuir apenas um conhecimento básico de IA já não é suficiente. 

Construir uma força de trabalho preparada para a IA depende de sistemas estruturados e compartilhados que amplifiquem as habilidades humanas e conectem o currículo ao trabalho real."

A falta de governança da IA no Brasil

Analisando dados do Brasil, há um investimento alto por parte das universidades em IA, tanto que 28% dos líderes do ensino superior descrevem o aporte como significativo.

Esse índice é quase três vezes maior do que o observado nos EUA e no Reino Unido (10%). Ao mesmo tempo, 16% afirmam que o investimento é mínimo ou inexistente.

Nesse contexto, ainda há um desalinhamento entre universidades, que defendem o uso de ferramentas de IA aliado ao julgamento humano; e empregadores, que preferem apostar no uso prático. 

O ponto mais preocupante no País foi a falta de transparência e governança. O motivo: 42% dos estudantes brasileiros afirmam não ter nenhuma orientação institucional sobre uso de IA. Um total de 30% dos entrevistados pela pesquisa confessam que preferem ocultar completamente o uso da ferramenta dos professores. 

Para a CEO da Pearson no Brasil, Cinthia Nespoli, o desafio não é apenas adotar a IA, mas garantir que ela seja utilizada com pensamento crítico, ética e intencionalidade. 

 O impacto positivo da IA depende de um uso responsável e orientado, especialmente no contexto educacional, onde essa base começa a ser construída. 

*Estagiário sob supervisão de Claudio Marques

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