CONFIRA

Mais de 70% dos profissionais não põem em prática cursos das empresas

Levantamento do DOT Digital Group revela falta de aplicação prática no aprendizado corporativo em grandes empresas brasileiras

Claudio Marques

Por Claudio Marques

06/10/2026 | 08h31

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O estudo ainda mostra que 47% dos profissionais experientes têm interesse em se qualificar em IA - Adobe Stock
O estudo ainda mostra que 47% dos profissionais experientes têm interesse em se qualificar em IA
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Uma pesquisa do DOT Digital Group revela que 71,5% dos profissionais não percebem a conexão entre treinamentos e suas necessidades no trabalho, indicando uma falha na aplicação prática do aprendizado nas empresas brasileiras, que obteve uma pontuação média de 58,5 no Índice de Maturidade da Aprendizagem.

A pesquisa, realizada com 1.088 trabalhadores de 154 grandes empresas, mostra que apenas 28,5% dos profissionais sentem que a aprendizagem se relaciona com suas rotinas, enquanto 32,4% têm recursos disponíveis, mas sem adaptação às suas necessidades específicas.

O CEO do DOT Digital Group, Luiz Ferla, enfatiza a importância de um ambiente organizacional que integre a aprendizagem ao trabalho, sugerindo que a aplicação de tecnologias, como inteligência artificial, deve ser feita dentro de uma estrutura que valorize o aprendizado contínuo e sua relevância para o desempenho profissional.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Será que os cursos oferecidos pelas empresas são considerados úteis pelos funcionários? A resposta, infelizmente, é não, de acordo com estudo realizado pelo DOT Digital Group, edtech de soluções de educação corporativa. A conclusão é que 71,5% dos profissionais não veem ligação do que aprendem em treinamentos e cursos internos com suas necessidades no ambiente de trabalho.

Destes, a maior parcela, de 32,4%, atua em empresas com verba e ferramentas disponíveis, mas sem adaptação às rotinas individuais. Outros 17,5% afirmam ter ferramentas e conteúdos, porém sem tempo e orientação adequada, enquanto 21,6% não percebem a aprendizagem como parte da experiência profissional.

Apenas 28,5% dos profissionais pesquisados estão no estágio em que a aprendizagem se conecta à rotina, às metas da área e ao desenvolvimento pessoal.

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O estudo avaliou o Índice de Maturidade da Aprendizagem (IMA) nas grandes empresas do País, que atingiu 58,5 pontos em uma escala de 0 a 100, evidenciando uma distância entre o investimento em infraestrutura educacional e a capacidade das organizações de converter treinamento em execução prática. O levantamento foi feito com 1.088 trabalhadores usuários de programas de treinamento e desenvolvimento de 154 empresas de grande porte.

IA é prioridade para 49% dos líderes

Em relação ao uso de inteligência artificial, o interesse por qualificação cresce conforme a senioridade do cargo: a pauta é tratada como prioridade por 49% da liderança formal e 47% dos profissionais experientes ante 23% dos iniciantes.

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O levantamento ainda aponta que as áreas com mais fragilidade na aprendizagem são Cultura (52,4 pontos) e Práticas e Processos (53,0 pontos), em contraste com pontuações mais altas nos pilares de Impacto (68,3 pontos) e Tecnologia e Ecossistema (62,5 pontos). 

Ao mesmo tempo, o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) é reconhecido por apenas 39,1% dos profissionais como um guia ativo para capacitação. 

Aprendizagem e geração de impacto

"Durante anos, o mercado corporativo perguntou o que precisava ensinar aos seus colaboradores. Os dados mostram que essa é a pergunta errada. A questão real é o que precisa acontecer dentro da organização para que as pessoas consigam aprender, aplicar o que aprenderam e gerar impacto de negócio com isso", afirma o CEO e fundador do DOT Digital Group, Luiz Ferla.

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Para o executivo, não existe jornada de aprendizagem eficaz sem tempo planejado, sem liderança presente ou sem rituais que sustentem o hábito.

Tecnologia e inteligência artificial ajudam, mas só quando aplicadas sobre uma estrutura organizacional que já reconhece a aprendizagem como parte do trabalho, e não como uma atividade paralela a ele"
Luiz Ferla, CEO e fundador do DOT Digital Group

O estudo destaca, ainda, que ferramentas classificadas como fáceis de usar, mas sem utilidade direta para o trabalho, acabam gerando forte aproveitamento operacional em 44% dos casos, enquanto plataformas que unem facilidade de navegação e utilidade direta atingem taxa de aplicação bem-sucedida de 84%.

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