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Percepção sobre cultura mostra líderes e novos funcionários com visões opostas

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Enquanto 77% dos líderes de alto escalão afirmem que a cultura é 'muito importante', apenas 37% dos funcionários de nível inicial compartilham dessa opinião - Envato
Enquanto 77% dos líderes de alto escalão afirmem que a cultura é 'muito importante', apenas 37% dos funcionários de nível inicial compartilham dessa opinião
Por Claudio Marques

01/02/2026 | 16h00

São Paulo, 01/02/2026 - A percepção sobre a cultura de uma corporação mostra falta de sintonia entre líderes e uma parcela de liderados. A situação fica clara nas informações levantadas pela pesquisa “Workforce Trends Report 2026” (Relatório de Tendências da Força de Trabalho 2026), realizada pela  DHR Global. Ela mostra que, embora 77% dos líderes de alto escalão afirmem que a cultura é “muito importante”, apenas 37% dos funcionários de nível inicial compartilham dessa opinião.

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Ainda assim, quase a totalidade dos entrevistados afirma  que a cultura do seu local de trabalho é de alguma forma (40%) ou muito (53%) importante para a sua experiência como funcionário. Mas apenas 36% dos trabalhadores sentem que a cultura da sua empresa é bem definida e impulsiona o desempenho, com muitos descrevendo-a como reativa e inconsistente entre as equipes (46%) ou vaga e não ativamente moldada (15%).

Importância do engajamento

O estudo chama a atenção para o fato de que os líderes podem definir a visão, mas a cultura só prospera quando os funcionários a abraçam e participam ativamente. “Mesmo as iniciativas culturais mais estratégicas fracassam sem essa conexão”, diz o texto da pesquisa.

O resultado também apontam medidas, de acordo com os entrevistados, que podem impactar positivamente a cultura da empresa.

O que contribui para melhorar a cultura corporativa

Mais flexibilidade ou autonomia na forma como trabalhamos - 34%
Sistemas de reconhecimento e recompensa que reflitam a missão/valores da empresa - 34%
Comunicação mais transparente e consistente por parte da liderança - 29%
Uma carga de trabalho mais sustentável ou limites mais claros - 28%
Melhor suporte ou treinamento para gestores de pessoas - 23%
Liderança que modela os comportamentos e valores desejados  - 22%

Segundo o levantamento, o fato de hoje os funcionários em ambientes de trabalho mais distribuídos, em função de modelos de trabalho (híbrido ou remoto), reforça a valorização do reconhecimento e da autonomia em detrimento de benefícios ou eventos sociais no escritório.

O estudo da DHR ainda mostra que o reconhecimento também está ligado a casos de burnout: a parcela de funcionários que cita a falta de recompensa ou reconhecimento como um dos principais fatores o estabelecimento desse quadro quase dobrou desde o ano passado, passando de 17% para 32%

'Verdade universal'

Para a CEO da DHR Global, Priya Taneja, as descobertas da pesquisa revelam uma verdade universal: a cultura é um poderoso impulsionador do engajamento e da adaptabilidade. “Organizações que priorizam a flexibilidade, investem no desenvolvimento e lideram com autenticidade estão mais bem preparadas para lidar com a complexidade atual e construir um futuro mais resiliente”, afirma ela no relatório.

O relatório conclui que, em um cenário em que a cultura organizacional não é mais ancorada em rotinas de escritório, os líderes devem trabalhar para proporcionar a percepção de que o reconhecimento seja visível, flexível e real por meio de valores praticados diariamente. “Os líderes também podem tornar a cultura uma responsabilidade compartilhada, convidando os funcionários a dar suas opiniões e contribuições”, diz o texto. A pesquisa ouviu 1.500 profissionais corporativos na América do Norte, Europa e Ásia.

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