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Lula sugere que Geraldo Alckmin pode disputar o Senado por São Paulo

Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo

Alckmin já indicou que tem intenção de ficar na vice-presidência - Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo
Alckmin já indicou que tem intenção de ficar na vice-presidência
Por Broadcast

20/03/2026 | 08h11

Brasília e São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi dúbio ao falar sobre o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na campanha de 2026. Apesar de elogiar o ex-tucano, Lula, em mais de uma oportunidade, disse que ele precisa “definir o que ele quer ser” e chegou a deixar aberta, inclusive, a possibilidade de Alckmin ser candidato ao Senado por São Paulo.

Leia também: Lula confirma candidatura de Haddad ao governo de São Paulo

“Ainda falta o Alckmin definir o que ele quer ser. Estou de braços abertos para ele, mas ele precisa discutir com a Dona Lu (Alckmin) e com o (Fernando) Haddad o que ele pode fazer”, disse o presidente da República nesta quinta-feira, 19.

Lula afirmou que conversou com Alckmin nesta semana e perguntou o que ele “quer ser”. Falou que mandou ele conversar com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre os planos para a chapa em São Paulo.

Eu pedi para ele (Alckmin) conversar com Haddad. Eu ficarei imensamente feliz de ter o Alckmin como vice outra vez. É um companheiro que eu aprendi a gostar, de muita lealdade, com muita competência de trabalho, um executivo extraordinário. Ele só me ajuda.”

“Agora, disse a ele que tem que conversar com o Haddad para saber onde a gente pode colher mais fruto dele. Se ser candidato ao Senado ajuda mais. Se ele (Alckmin) for meu vice, estou tranquilo, mas você (Haddad) precisa fazer uma chapa de senador que possa te ajudar a ganhar”, afirmou.

Lula insistiu na possibilidade de Alckmin ser candidato ao Senado: “Não sei se o Geraldo (Alckmin) vai ser candidato ao Senado. A vaga de vice está aberta para ele. Mas você tem que avaliar o que é bom em São Paulo para lhe ajudar”.

Alckmin reagiu à fala de Lula com sorrisos e não fez nenhum tipo de outro comentário. Nos bastidores, porém, ele já demonstrou ao presidente que tem intenção de ficar na vice-presidência e não se interessa em disputar a eleição em outros cargos (como o governo de São Paulo e o Senado, por exemplo), segundo fontes ouvidas pela reportagem.

Despedida de Haddad

Lula disse que a direita bolsonarista “não tem senador para disputar conosco” e que ela vai “inventar nomes”. “Eles vão inventar nomes. Nós já tivemos dois senadores em São Paulo. A gente pode votar até dois. (...) Eu sei que a Simone Tebet vai ser uma das candidatas a senadoras aqui”, declarou.

Lula participou do anúncio da candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo. O ministro deve deixar a pasta nesta sexta-feira, 20, para focar apenas na campanha ao Palácio dos Bandeirantes.

Além de Lula e Haddad, participaram do pronunciamento o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o presidente do diretório estadual do PT, deputado federal Kiko Celeguim.

Lula disse que esta foi uma noite de “despedida de Haddad como meu subordinado no governo” e que ele “está livre” para se eleger governador de São Paulo. O presidente disse que o seu governo “conquistou tantas coisas”, mas que “o povo quer mais”.

Redes sociais

Lula falou que a política “mudou” e que é preciso ter mais atenção. Lembrou que o próprio Alckmin derrotou o PT em quatro oportunidades (em uma delas como vice na chapa de Mário Covas), mas reforçou que não via o então tucano como “inimigo”. Ressaltou a necessidade de a esquerda melhorar no uso das redes sociais.

Precisamos aprender a trabalhar para poder fazer a disputa com a extrema direita, que é muito mais profissional do que nós nisso. É só ver o sucesso deles no mundo, é só ver o comportamento do presidente Trump que a gente vai perceber a importância da internet.”

“Então nós precisamos aprender a utilizar. Nós precisamos aprender a definir o que é verdade, o que é mentira, o que a gente pode divulgar, o que a gente não pode divulgar. É muito importante que a gente aprenda. E é importante que a gente aprenda a usar em benefício das coisas que a gente acredita. Senão a gente está com um jogo muito mais difícil”, afirmou.

Segundo o presidente, as eleições estão cada vez mais apertadas. “Hoje a eleição toda é 51% a 49%, é 52% a 48%. É muito disputada, não há espaço para vacilação. Não há espaço”, afirmou. “Nós temos que disputar narrativa e construir narrativas que sejam positivas. Porque a narrativa deles é a mentira”.

Haddad foi convencido por Lula a disputar o governo de São Paulo, após o ministro transmitir a vontade de comandar a campanha do petista à reeleição.

O presidente disse que o ministro da Fazenda é “melhor do que o governador atual (Tarcísio de Freitas)”. Lula quer ter um palanque forte em São Paulo por entender que é preciso conquistar votos no maior colégio eleitoral do País para conseguir vencer o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

(Por Gabriel Hirabahasi, Gabriel de Sousa e Eduardo Laguna)

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