Recém-formados 50+ têm menor empregabilidade, mas renda média mais alta
Entre os recém-formados com 50 anos ou mais de idade, 35,5% são autônomos, diz pesquisa, evidenciando tendência de empreendedorismo nessa faixa etária
Por Bianca Bibiano
22/09/2026 | 15h51Adobe Stock
Uma pesquisa da ABMES e Symplicity revela que 77,6% dos recém-formados acima de 50 anos estão empregados, embora essa taxa seja inferior à média geral de 85,2%. Apesar disso, a renda média desse grupo é superior, alcançando R$ 7.219, em comparação com R$ 5.505 dos mais jovens.
A pesquisa indica que apenas 4,9% dos entrevistados têm mais de 50 anos, com 39% já atuando na área antes da graduação. Além disso, 35% dos graduados nessa faixa etária buscam cursos de licenciatura ou tecnológicos, destacando-se a preferência pelo ensino a distância.
Entre as medidas observadas, 35,5% dos egressos 50+ são autônomos ou empresários, e 21,2% estão fora da área por escolha pessoal. A pesquisa também aponta uma disparidade de renda entre homens e mulheres, com as mulheres ganhando em média R$ 5.628, enquanto os homens recebem R$ 8.479.
São Paulo - Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, 22, pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e pela Symplicity mostra que 85,2% dos recém-formados estão trabalhando. Contudo, entre pessoas acima de 50 anos de idade, essa taxa é menor, caindo para 77,6%.
Quando analisada a renda dos egressos nesse grupo, porém, ela é maior, chegando a R$ 7.219 entre quem trabalha, contra a média de R$ 5.505 registrada no comparativo com as demais idades.
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Perfil médio do recém-formado 50+
De acordo com a pesquisa, apenas 4,9% dos pesquisados têm acima de 50 anos de idade. Representando 52% desse grupo, os homens lideram as formaturas na maturidade.
Na modalidade de ensino, metade dos estudantes (50%) opta pelo formato a distância (EAD), contra apenas 6,9% entre os jovens de até 25 anos.
A busca por cursos de licenciatura ou tecnológicos atinge 35% desses graduados, impulsionada por quem já possui vivência prática: 39% já trabalhavam na área antes mesmo de ingressar na faculdade.
Além disso, há no grupo 50+ um baixo índice de inatividade profissional no início da graduação, com apenas 17,2% declarando que não trabalhavam ao entrar no curso, um contraste com os 57,2% observados na faixa etária mais jovem.
77,6%estão trabalhando
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recém-formados 50+
Entre os cursos mais procurados pelos 50+ estão Psicologia, Direito e Pedagogia. Quando considera a área com maior porcentual de egressos 50+, Saúde (sem considerar o curso de Medicina) aparece em destaque com 24% nessa faixa, seguida de Negócios e Administração, com 13%.
Segundo a análise etária do Indicador ABMES/Symplicity de Empregabilidade (IASE 2026), os recém-graduados 50+ saem de um patamar mais alto, mas o salto de renda é menor. Nesse sentido, o aumento de renda média em relação à declarada na entrada do curso foi de +17% na faixa 51+, contra +137% entre quem tem até 25 anos.
Além disso, metade dos egressos acima de 50 anos de idade subiu de faixa de renda, enquanto entre os mais jovens a taxa de melhora na renda foi de 83%. No que diz respeito à empregabilidade na área de formação, 39% dos 50+ atuavam na área ao entrar no curso, e 52% atuam nela atualmente.
Áreas de atuação dos egressos 50+
O recorte etário do IASE 2026 feito a pedido do VIVA aponta que entre aqueles que trabalham, 35,5% dos recém-formados com mais de 50 anos de idade são autônomos, profissionais liberais ou empresários, enquanto nos egressos mais jovens, de até 25 anos, 24,8% opta por esse caminho.
Além disso, 21,2% dos que trabalham estão fora da área por opção, o dobro dos mais jovens (8,9%). A análise mostra ainda que 11,3% dos 50+ não atua na área de formação por falta de oportunidade e 18% ainda busca vaga, sendo essa a maior taxa entre as faixas de idade.
A pesquisa mostra que as mulheres 50+ têm uma renda média de R$ 5.628, contra R$ 8.479 dos homens da mesma faixa. A diferença é de 50,7%, maior que os 39,8% da pesquisa como um todo. Entre elas, a taxa de empregabilidade também é menor: 73,4% contra 81,3% dos homens.
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