Pesquisa mostra que mulheres 50+ são 35% do empreendedorismo brasileiro
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São Paulo - As mulheres com mais de 50 anos representam 34,8% do empreendedorismo brasileiro, segundo pesquisa da Rede Mulher Empreendedora. A faixa etária com mais representatividade no mercado feminino são as mulheres entre 30 e 49 anos, que são 59,1% do total.
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Já os negócios comandados por mulheres com mais de 70 anos chamaram atenção em 2026. Com 5% do total, o número de é cerca de cinco vezes a proporção dos anos anteriores, 2024 e 2025. O levantamento "Empreendedores e Seus Negócios" de 2026 foi divulgado nesta quinta-feira, 13 de agosto.
O Brasil têm 9.958.797 empresas ativas lideradas por mulheres, de acordo com dados do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI), do governo federal.
As mulheres que trabalham por conta própria, sem colaboradores, são 70% do total, segundo a pesquisa. Quase metade dos negócios têm faturamento mensal médio de até R$ 3.242,00, apontou o levantamento, mas apenas 1 em cada 10 empreendedoras possui faturamento suficiente para reinvestir ou poupar, além de cobrir as despesas básicas.
Motivos para empreender
Do total de empreendedoras, 73,8% são mães e quase metade delas (42,4%) são mães solo. A pesquisa ainda aponta que 68,2% dessas mães tiveram seus filhos antes de se tornarem empreendedoras, o que representou um dos principais motivos para começarem a trabalhar por conta própria.
A maioria das mulheres (54,7%) começou a empreender por necessidade em relação à oportunidade. Os principais motivos para começar um negócio são:
- Para ter mais independência e ser a própria chefe: 43,5%
- Para crescer na vida e ter mais oportunidade: 39,2%
- Para fazer a própria rotina e ter mais tempo: 37,8%
- Para equilibrar trabalho e família: 31,6%
- Empreender era sonho: 31,4%
- Desemprego: 16,7%
Raça e escolaridade
Todos os anos da pesquisa as mulheres negras são protagonistas do empreendedorismo, este ano são 52,3% das entrevistadas. As mulheres brancas representaram 45% das empreendedoras, o segundo maior grupo. As amarelas (0,9%) e indígenas (1,1%) respondem pela parcela restante.
A maioria das participantes teve acesso ao ensino superior, sendo 57,9% do total, sendo que 36,6% têm pós-graduação. Ao mesmo tempo, 5,8% destas mulheres não teve acesso à educação formal básica.
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