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Bolsa Família aumenta emprego em 5%, aponta novo estudo da FGV

Sergio Amaral/MDS

Resultado da pesquisa contesta a tese de que transferências de renda desestimulam o trabalho - Sergio Amaral/MDS
Resultado da pesquisa contesta a tese de que transferências de renda desestimulam o trabalho
Por Alexandre Barreto

28/04/2026 | 12h44

São Paulo - O Bolsa Família, programa de transferência de renda, pode aumentar o emprego formal, reduzir internações e diminuir a mortalidade entre famílias em extrema pobreza, de acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas - Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) feito em conjunto com pesquisadores das Universidades de Columbia e Stanford (EUA). A pesquisa contesta a tese de que transferências de renda desestimulam o trabalho.

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Uma das análises do levantamento trata da ampliação do Bolsa Família em 2012, voltada para famílias abaixo da linha de extrema pobreza.

Segundo os dados, o aumento do benefício elevou o emprego em cerca de 5%, reduziu hospitalizações em 8% e diminuiu a mortalidade em 14%. Os pesquisadores estimam que aproximadamente mil vidas foram preservadas no período analisado.

O estudo utilizou bases administrativas nacionais, cruzando informações do Cadastro Único, registros do mercado de trabalho formal e dados hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, foi possível acompanhar milhões de brasileiros e medir os impactos em renda, trabalho, saúde e sobrevivência.

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Os autores indicam que a renda extra ajudou famílias a suprirem necessidades básicas, como alimentação e compra de medicamentos.

Isso teria melhorado as condições físicas para trabalhar e manter vínculos empregatícios. Também houve queda mais intensa em internações ligadas à subnutrição, doenças infecciosas e problemas digestivos.

"Em um momento em que políticas de transferência de renda seguem no centro do debate público no Brasil e no mundo, o estudo oferece uma mensagem direta: para famílias em situação de extrema pobreza, garantir um piso mínimo de renda não significa reduzir o incentivo ao trabalho. Pode significar, ao contrário, criar as condições para que essas pessoas consigam trabalhar mais, adoecer menos e viver mais", destacou a FGV EPGE.

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Atualmente, o Bolsa Família atende 18,9 milhões de famílias nos 5.571 municípios do País. Em abril, o valor médio pago foi de R$ 678,22, com investimento federal de R$ 12,8 bilhões.

As mulheres representam 84% dos responsáveis familiares cadastrados, totalizando 15,8 milhões. Já pessoas pretas e pardas somam 36 milhões de beneficiários, o equivalente a 73,3% do total.

O programa também alcança grupos prioritários, como famílias indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e catadores de materiais recicláveis.

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