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Central 180 registra alta de 23% de denúncias de violência contra mulheres

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Foram 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias de violência no primeiro trimestre - Envato
Foram 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias de violência no primeiro trimestre
Por Claudio Marques

15/04/2026 | 19h52 ● Atualizado | 20h15

São Paulo - A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, do Ministério das Mulheres, registrou aumento de 23% nas denúncias de violência contra mulheres e 14% nos atendimentos no primeiro trimestre de 2026.

No período, foram 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias de violência. No mesmo período de 2025, foram contabilizados 263.889 atendimentos e 37.139 denúncias.

Leia também: Sinal com as mãos ajuda mulheres a pedirem socorro em casos de violência

Além do registro de denúncias, o Ligue 180 também presta orientações, fornece informações sobre os direitos das mulheres, indica serviços da rede especializada de atendimento e recebe manifestações sobre o funcionamento desses serviços. O atendimento é sigiloso e gratuito, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana.

Mais de 1 milhão de atendimentos em 2025

A Central também divulgou o balanço dos atendimentos feitos pelo serviço em 2025. No período, foram registrados 1.088.900 de atendimentos, alta de 45% em relação ao ano anterior. 

Foram 3 mil atendimentos diários, incluindo pedidos de informação sobre a rede de proteção, políticas e campanhas voltadas às mulheres, além de denúncias de violência.

Em 2025, foram contabilizadas 155.111 denúncias de violência contra mulheres em território nacional, equivalente a 425 denúncias por dia, um acréscimo de 17,4% se comparado com o mesmo período do ano anterior, quando a central registrou 132.084 denúncias.

Considerando o total de 155.111 denúncias:


• 66,3% (102.770) foram realizadas pela própria vítima;

• 16,8% (26.033) por terceiros;

• 16,9% (26.237) de forma anônima.

• 0,03% (53) pelo próprio agressor. 

Em 2025, foram reportadas 679.058 violações ao Ligue 180, aumento de 18,5% em relação a 2024, quando foram registradas 573.131 violações.


Os tipos de violência mais recorrentes foram:

• Violência psicológica, com mais de 339 mil registros (49,9%);

• Violência física, com mais de 104 mil ocorrências (15,3%);

• Violência patrimonial, com 36.938 casos (5,4%);

• Violência sexual, com 20.534 registros (3,0%), sendo 8.172 casos de importunação sexual (1,2%);

• Sequestro/cárcere privado, com 2.621 ocorrências (0,4%). 

De acordo com a metodologia da Central, uma única denúncia pode conter mais de um tipo de violação.

Perfil das vítimas

Entre os registros em que a raça/cor da vítima foi declarada, observa-se que mulheres negras correspondem a 43.16% das denúncias de violência. As mulheres brancas correspondem a 32,54% das denúncias, com o total de 50.474 registros.

Já as mulheres amarelas aparecem em 807 registros (0,52%) e as indígenas em 488 ocorrências (0,31%). Em outros 36.389 casos (23,45%), não houve declaração de raça/cor.

Em relação à faixa etária, os dados apontam maior incidência entre mulheres de 40 a 44 anos, com 15.117 denúncias (9,75% do total), seguidas pelas de 35 a 39 anos, com 14.594 casos (9,41%), pelas de 30 a 34 anos, com 14.173 denúncias (9,14%) e pelas de 26 a 29 anos, com 13.789 ocorrências (8,89%).

Juntas, essas quatro faixas etárias concentram 57.673 denúncias, o equivalente a 37,19% de todas as denúncias registradas pelo Ligue 180 em 2025.

Violência vicária

Dados do Ligue 180 revelam a dimensão alarmante de uma prática que só agora foi formalmente tipificada no País. Em 2025, foram registradas 7.064 denúncias de violência vicária, o que representa 4,55% do total de 155.11 denúncias.

Nos três primeiros meses de 2026, já chegaram ao serviço 3.552 ocorrências desse tipo de agressão, que corresponde a 7,77% das 45.735 denúncias de violência.

A violência vicária ocorre quando o agressor utiliza filhos, parentes ou pessoas próximas como instrumento para causar sofrimento psicológico à mulher.

Quem são os suspeitos

Os dados revelam que a maioria dos suspeitos mantém ou manteve relação íntima e/ou familiar com a vítima pelo ex-companheiros(as), com 23.504 denúncias (15,15%), e pelos companheiros (as) atuais: 19.070 denúncias (12,29%).

O ambiente doméstico continua sendo o cenário predominante dos casos de violência. A “casa da vítima” apareceu em 63.225 denúncias (40,76%), a casa onde residem a vítima e o suspeito contabilizaram 44.333 (28,58%) das queixas e 8.356 registros na “casa do suspeito”, ou 5,39% do total.

Além disso, foram 4.587 denúncias (2,96%) de violência em vias públicas e 4.584 registros em ambiente virtual (internet), que representam 2,96% do total.

O Ligue 180  funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. Está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

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