Sinal com as mãos ajuda mulheres a pedirem socorro em casos de violência
Governo de São Paulo
São Paulo - Um gesto simples com as mãos tem se tornado uma importante ferramenta de proteção para mulheres em situação de violência doméstica. Conhecido como sinal universal de pedido de ajuda, o movimento pode ser feito sem chamar a atenção do agressor e já ajudou vítimas a serem resgatadas em diferentes partes do mundo.
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O sinal é realizado em três etapas: primeiro, a mulher levanta a mão com a palma voltada para fora; em seguida, dobra o polegar em direção à palma; por fim, fecha os demais dedos sobre o polegar, como se estivesse o escondendo. A intenção é indicar, silenciosamente, que está em perigo e precisa de ajuda.
A iniciativa foi criada pela Canadian Women's Foundation, com o objetivo de oferecer uma alternativa segura para vítimas que não podiam se expressar verbalmente. Em fevereiro deste ano, uma mulher foi resgatada em Sidrolândia (MS) após fazer o sinal em via pública. Policiais que realizavam patrulhamento perceberam o movimento, abordaram a situação e conseguiram prender o agressor.
Como agir ao identificar o sinal
De acordo com a Polícia Militar de Goiás, ao identificar o sinal, a recomendação é agir com cautela, abordar a vítima de forma discreta e buscar ajuda de autoridades. A polícia também orienta que a pessoa que reconhecer o gesto não confronte diretamente o agressor.
Treinamento gratuito ensina a reconhecer sinais de abuso
A marca de maquiagem YSL Beauty, com o programa Abuso Não é Amor em parceria com a ONG Cruzando Histórias, disponibiliza um treinamento online gratuito para reconhecer os sinais de alerta em relacionamentos abusivos e orienta sobre como agir diante dessas situações, seja em experiências pessoais ou ao identificar possíveis casos entre amigos, familiares ou colegas.
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Entre os nove sinais mais comuns estão comportamentos como controlar, isolar, humilhar, manipular, demonstrar ciúmes excessivo, invadir a privacidade, chantagear, ignorar e intimidar.
Segundo Bia Diniz, CEO e fundadora da Cruzando Histórias, a educação é chave para transformar essa realidade: “Muitas pessoas acreditam que a violência começa apenas quando há agressão física, mas na maioria dos casos, ela surge antes, com os sinais progredindo, por meio de atitudes que são mascaradas como comuns dentro de um relacionamento”.
Quando aprendemos a reconhecer esses sinais, conseguimos interromper esse ciclo com mais rapidez e oferecer apoio a quem precisa. O combate à violência de gênero precisa começar na raiz do problema, por meio da educação e da informação”, afirma.
Denuncie
Caso sofra, testemunhe ou suspeite de violência contra a mulher, faça uma denúncia. Ela pode ser realizada por qualquer pessoa, 24 horas por dia e de forma anônima, nos canais:
- Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher);
- Disque 100;
- Ligue 190, para situações de risco imediato;
- Na delegacia mais próxima (inúmeros municípios e Estados possuem delegacias, inclusive, especializadas em atendimento à mulher);
- Ministério Público do seu Estado.
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