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CPMI do INSS: relator pede indiciamento de Lulinha e de Daniel Vorcaro

Geraldo Magela/Agência Senado

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), lê o relatório final da comissão - Geraldo Magela/Agência Senado
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), lê o relatório final da comissão
Por Pedro Marques

27/03/2026 | 14h32

São Paulo – A CPMI do INSS iniciou a análise de seu relatório final nesta sexta-feira, 27. Com cerca de 4 mil páginas, o texto do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), propõe o indiciamento de 218 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A leitura do relatório foi marcada após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir, na noite desta quinta-feira, que a prorrogação dos trabalhos de uma CPMI não deve acontecer de forma automática.

Leia também: STF derruba decisão que prorrogou CPI do INSS, por 8 votos a 2

A CPMI do INSS também pediu o indiciamento do ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, que tem hoje o nome de Ahmed Mohamad Oliveira e comandou a pasta no governo Jair Bolsonaro, e do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, da atual gestão.

Ainda estão citados no relatório a deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o ex-deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o senador Weverton (PDT-MA).

Segundo o texto produzido após sete meses de investigação, foram idenficcados crimes de organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude eletrônica e prevaricação, que eram "divididos em núcleos atuantes de forma coordenada” e praticados de "modo profissional".

A previsão é de que o relatório seja inteiramente lido e votado pela CPMI ainda nesta sexta-feira. O prazo de encerramento da comissão é neste sábado, 28

Segundo o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a leitura e a votação durarão o tempo que for necessário e podem se estender pela madrugada. Nesse caso, uma sessão poderá ser convocada para o sábado.

"Só de debates, estão previstas cerca de cinco horas, mas estamos numa Casa de consensos. Vamos buscar o equilíbrio e o diálogo entre os dois lados, sempre com interesse na investigação", afirmou Viana.

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