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EUA pode "stalkear" redes sociais de turistas antes que entrem? Entenda

Foto: Envato Elements

Caso seja aprovada, a checagem de redes sociais se tornará um campo obrigatório - Foto: Envato Elements
Caso seja aprovada, a checagem de redes sociais se tornará um campo obrigatório

Por Joyce Canele

redacao@viva.com.br
30/12/2025 | 16h52

São Paulo, 30/12/2025 - O governo dos Estados Unidos colocou em consulta pública uma proposta que pode tornar obrigatória a entrega do histórico de redes sociais dos últimos 5 anos por parte de alguns turistas estrangeiros.

A medida, anunciada em 10 de dezembro pela Federal Register, faz parte do processo de autorização de entrada no país, com o objetivo declarado de reforçar a segurança e os mecanismos de triagem de viajantes.

A proposta prevê que visitantes de países que integram o Programa de Isenção de Vistos, como Reino Unido, Austrália, França e Japão, passem a informar seus perfis em redes sociais ao solicitar o Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem (ESTA).

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Atualmente, esse sistema permite estadias de até 90 dias nos Estados Unidos mediante o pagamento de uma taxa de US$ 40.

Caso seja aprovada, a checagem de redes sociais se tornará um campo obrigatório no formulário do ESTA, ampliando o volume de dados exigidos dos solicitantes.

Dados adicionais exigidos

Além do histórico de mídias sociais, a CBP informou que pretende coletar outros dados considerados relevantes para a análise de risco.

Entre eles estão endereços de e-mail usados nos últimos dez anos, números de telefone utilizados nos últimos cinco anos e informações básicas sobre membros da família.

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Outro ponto da proposta é a exigência do envio de uma fotografia do tipo selfie, que será utilizada para verificação de identidade e para confirmar se o solicitante é o legítimo portador dos documentos apresentados.

Justificativa do governo

Segundo a Alfândega e Proteção de Fronteiras, o cruzamento dessas informações permitiria aprimorar os processos de triagem e reduzir fraudes, além de facilitar a identificação de potenciais riscos à segurança nacional antes da chegada dos viajantes ao país.

O governo argumenta que as mudanças fazem parte de um esforço mais amplo para fortalecer o controle migratório e prevenir ameaças, especialmente após episódios recentes de violência envolvendo estrangeiros em território americano.

Exigência de análise da presença online

A partir de 15 de dezembro, o Departamento de Estado passou a ampliar a exigência de análise da presença online para todos os solicitantes do visto de trabalho H-1B e seus dependentes (H-4).

A medida já era aplicada a estudantes e participantes de programas de intercâmbio e foi estendida também aos vistos de não imigrante das categorias F, M e J.

Para viabilizar a checagem, o governo americano determinou que os candidatos desses vistos ajustassem as configurações de privacidade de seus perfis em redes sociais para o modo público.

Segundo o Travel State Gov, a análise da atividade online integrou o processo de triagem e verificação consular, ao lado de outras informações consideradas relevantes para a concessão do visto.

Em comunicado, o governo afirmou que utilizava todos os dados disponíveis para identificar solicitantes considerados inaptos a entrar nos Estados Unidos, incluindo aqueles avaliados como risco à segurança nacional ou à ordem pública.

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A checagem detalhada da presença digital já vinha sendo realizada com estudantes e intercambistas e foi incorporada de forma mais ampla ao processo decisório.

O Departamento de Estado ressaltou que cada visto concedido era tratado como uma decisão de segurança nacional.

A orientação, segundo o órgão, buscou reforçar a vigilância durante a emissão de autorizações de entrada no país, com o objetivo de assegurar que os solicitantes demonstrassem elegibilidade e intenção compatível com as condições do visto requerido.

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Ao final, o governo americano reforçou que a concessão de um visto não configurava um direito, mas sim um privilégio, condicionado ao cumprimento rigoroso das regras e à comprovação de que o candidato não representava em suas redes sociais ameaça aos interesses dos Estados Unidos.

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