Fila do INSS cai para 1,282 milhão em agosto, queda de 59% desde janeiro
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Brasília - Apesar de ainda faltarem alguns dias para o fim do mês de agosto, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou nesta terça-feira, 25, que o número de processos em análise pelo órgão está em 1,282 milhão. É o menor patamar registrado desde o início da atual gestão, em janeiro de 2023 - quando a fila estava em 1,700 milhão. Não foi apresentada uma comparação com anos anteriores. O número parcial foi compilado na segunda-feira, 24, e divulgado em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) na tarde desta terça.
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Na comparação com janeiro de 2026, quando a fila estava em 3,073 milhões, a queda na quantidade de requerimentos aguardando análise foi de 59%. Em julho de 2026, foi atingida a marca de 1,547 milhão de requerimentos pendentes. O pico registrado este ano foi verificado em fevereiro, quando havia 3,128 milhões de requerimentos pendentes.
Mais de 45 dias
A pasta considera que o marcador mais importante é o de pedidos que aguardam análise há mais de 45 dias. Estão nessa condição 261 mil pedidos do total de 1,282 milhão. Essa faixa de tempo atingiu o pico em janeiro deste ano, com 1,882 milhão de pedidos. Em média, o INSS recebe 1,3 milhão de requerimentos por mês - que incluem pedidos de aposentadorias, benefícios assistenciais, benefícios por incapacidade, auxílio-maternidade, pensões e auxílio-reclusão.
O diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, afirmou que hoje o tempo médio de espera por resposta do órgão está em 35 dias. "Ou seja, nós hoje temos uma queda de mais de 40% do nosso tempo médio", sustentou, frisando que há uma restrição na força de trabalho do instituto.
Prazos por benefício
Para salário-maternidade, o tempo de decisão está em 11 dias. Benefícios por incapacidade, 30 dias. Para aposentadorias, 33 dias. O maior tempo de decisão é para benefícios assistenciais - que demandam realização de perícia médica e avaliação biopsicossocial -, em 65 dias.
De janeiro a julho deste ano, o INSS concedeu, em média, 730 mil benefícios - um aumento de 67% em relação ao mesmo período de 2022 - quando foram concedidos 438 mil benefícios, em média. De janeiro a julho do ano passado, foram concedidos 641 mil benefícios, em média.
Fila na campanha
A redução da fila do INSS foi uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Ao longo do atual mandato, ministros da Previdência Social e presidentes do INSS reafirmaram o compromisso, dizendo, inclusive, que havia a intenção de zerar a fila, mas essa marca nunca foi alcançada - e é considerada inexequível por técnicos, dado o volume de pedidos recebidos mensalmente.
Principal concorrente de Lula na campanha de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deu foco à essa questão em seu plano de governo apresentado no último dia 14. Uma das principais propostas está no eixo "Brasil sem Fila", que prevê ampliar a digitalização do INSS e profissionalizar a administração do órgão.
A proposta é investir em tecnologia e dar continuidade ao aplicativo Meu INSS. O plano também estabelece uma mudança no modelo de administração do órgão: "entra a gestão profissional", segundo o documento, com a atuação medida pelo tempo que o aposentado leva para receber o benefício.
(Por Flávia Said)
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