INSS não realiza visitas para prova de vida; veja como se proteger do golpe
Divulgação/INSS
SÃO PAULO – Um alerta sobre o golpe do falso crachá tem circulado com força nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Em vídeos e áudios que viralizaram, golpistas são acusados de utilizar uniformes e identificações falsas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para ganhar a confiança de aposentados e pensionistas usando a suposta necessidade de uma "prova de vida presencial" para invadir residências.
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Apesar do tom alarmista das postagens, o INSS esclareceu que não há registros oficiais de denúncias sobre essa abordagem específica.
Segundo o órgão, as imagens que circulam são antigas e reaparecem periodicamente com pequenas alterações. Desta vez, porém, é mostrado o verso de um crachá falsificado.
O que o segurado precisa saber
O instituto reforça que não utiliza profissionais uniformizados, e que a prova de vida, desde o ano passado, tornou-se responsabilidade do próprio órgão.
O procedimento agora é realizado automaticamente através do cruzamento de informações dos registros de votação, vacinação ou renovação de documentos.
Para não cair em fraudes
- Visitas Técnicas: O INSS realiza pesquisas externas apenas para casos específicos, como comprovação de vínculo ou endereço.
- O que é feito: Nessas ocasiões, o servidor jamais solicita cópias de documentos ou fotos, ele apenas confere o documento de identidade original.
- Dados pessoais: Nunca forneça fotos, senhas do portal gov.br ou cópias de documentos a estranhos.
Nova regra de contagem
A partir deste ano, o período de 10 meses para a comprovação de vida não é mais contado a partir do aniversário do segurado, mas sim da data da última atualização do benefício ou da última movimentação identificada pelo sistema.
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Canal de Verificação
Caso algum suposto agente apareça em sua residência, o segurado deve solicitar o nome completo e a matrícula do funcionário.
Antes de permitir qualquer interação, é recomendável confirmar a veracidade das informações ligando gratuitamente para a Central de Atendimento 135.
Em situações de ameaça ou atitude suspeita, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar.
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