Veja 3 erros comuns que você deve evitar para não cair em golpes de Pix
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São Paulo - O Brasil enfrenta hoje uma verdadeira epidemia de fraudes digitais. Somente entre janeiro e setembro de 2025, foram registradas 28 milhões de ocorrências envolvendo o Pix. Com o aumento da tecnologia, os criminosos refinaram suas táticas, e o prejuízo anual no país já ultrapassa a marca histórica de R$ 100 bilhões.
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Infelizmente, a população idosa é o alvo preferencial. Dados mostram que pessoas com mais de 60 anos chegam a perder cinco vezes mais dinheiro do que jovens de 18 a 29 anos. No WhatsApp, os idosos representam 46% das vítimas.
3 erros comuns que você deve evitar
O diretor de serviços de segurança da Hexa Security, Jefferson Macedo, explica que a falta de atenção das pessoas é um dos fatores que prejudica na hora de identificar um golpe:
"Um único clique em um link suspeito ou uma transferência feita sem confirmação de identidade pode ser suficiente para comprometer não apenas o dinheiro, mas toda a identidade digital da vítima", alerta o especialista.
Tendo em vista esse contexto, Macedo indica ter atenção nos seguintes erros:
- Apressar-se na confirmação: nunca faça uma transferência sem conferir detalhadamente o nome, o CPF e a instituição de quem vai receber. Atenção: 65% das fraudes agora usam contas de empresas (PJ) para parecerem legítimas;
- Usar Wi-Fi público: evite acessar o aplicativo do seu banco conectado ao Wi-Fi de shoppings, aeroportos ou praças. Essas redes facilitam a interceptação de seus dados;
- Repetir senhas: usar a mesma senha para o e-mail, redes sociais e banco é um erro grave. Se um invasor descobrir uma, terá acesso a tudo.
WhatsApp e redes sociais
O WhatsApp é responsável por quase 30% dos golpes digitais no Brasil. Os criminosos se aproveitam da proximidade e do carinho entre familiares para enganar, como o golpe da Inteligência Artificial (Deepfake), no qual quadrilhas usam a tecnologia para simular a voz e o rosto de parentes. Eles ligam pedindo dinheiro para uma emergência fabricada ou um suposto sequestro.
Nesses casos, se receber uma ligação ou mensagem urgente pedindo dinheiro, desligue e ligue para o número oficial desse parente. Nunca tome decisões sob pressão e sempre desconfie de promoções exageradas ou pedidos de ajuda financeira por esses canais.
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Como se proteger hoje mesmo
Segurança digital é um hábito. Para "trancar a porta da sua casa digital", siga estes passos sugeridos pelo especialista:
- Ative a Verificação em duas etapas: no WhatsApp e em suas redes sociais, ative essa função nas configurações. Ela reduz o risco de clonagem em até 95%;
- Use um gerenciador de senhas: tenha senhas diferentes e complexas para cada conta;
- Nunca compartilhe códigos: jamais informe códigos recebidos por SMS ou ligações para terceiros;
- Desconfie da urgência: golpistas sempre dizem que "precisam do dinheiro agora" ou que "é segredo". Isso é um sinal de alerta.
Fui vítima de um golpe: o que fazer?
Se você realizou uma transferência via Pix e percebeu que foi enganado, ainda há uma esperança. O Banco Central disponibiliza o Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Você pode acionar o MED através do seu banco em até 80 dias corridos após a transferência. Informe imediatamente a instituição financeira e faça um Boletim de Ocorrência (que pode ser feito online).
O MED funciona da seguinte forma:
- Você reclama no seu banco;
- Instituição avalia o caso e, se entender que faz parte do MED, o recebedor do seu Pix terá os recursos disponíveis bloqueados na conta;
- O caso é analisado em até 7 dias. Se for concluído que não houve fraude, o recebedor terá os recursos desbloqueados. Se for fraude, em até 96 horas você receberá o dinheiro de volta, de forma integral ou parcialmente, se houver recurso na conta do fraudador.
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Caso a devolução tenha sido feita parcialmente, o banco do fraudador deverá realizar múltiplos bloqueios ou devoluções parciais sempre que forem creditados recursos nessa conta, até que se alcance o valor total da devolução ou 90 dias contados a partir da transação original.
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