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Mudança no controle de fronteiras da UE impacta entrada de brasileiros em Portugal

Foto: Envato Elements

Para quem vem do Brasil, o efeito imediato tende a ser ambíguo - Foto: Envato Elements
Para quem vem do Brasil, o efeito imediato tende a ser ambíguo

Por Joyce Canele

redacao@viva.com.br
04/01/2026 | 11h27 ● Atualizado | 11h28

São Paulo, 04/01/2026 - Passageiros brasileiros que desembarcam em Portugal têm enfrentado esperas que ultrapassam sete horas no controle de fronteiras, especialmente no aeroporto de Lisboa.

O problema ocorre em meio à sobrecarga da infraestrutura aeroportuária, falhas operacionais e à transição para o novo sistema digital de controle de entradas da União Europeia, o Sistema de Entrada/Saída (SES), que começou a ser implantado de forma gradual a partir de 12 de outubro.

O principal ponto está no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, projetado para receber cerca de 22 milhões de passageiros por ano, o terminal já opera com aproximadamente 36 milhões.

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O resultado aparece em corredores estreitos, áreas de controle saturadas e filas extensas não apenas na imigração, mas também na segurança, no raio-x e na retirada de bagagens.

Autoridades portuguesas, segundo a reportagem publicada no The News Portugal, reconhecem que o cenário é crítico, representantes do governo admitem que a experiência do passageiro está aquém do esperado e que os tempos de espera se tornaram um constrangimento público, sobretudo em períodos de maior fluxo turístico e de voos vindos do Brasil.

Impacto direto para brasileiros

Para quem vem do Brasil, o efeito imediato tende a ser ambíguo, no curto prazo, a fase de implantação pode gerar novos ajustes operacionais e, eventualmente, manter ou até ampliar filas em alguns momentos. Nas redes sociais diversos internautas reclamam e divulgam a situação no país europeu.

No médio prazo, a expectativa é de que os controles automatizados tornem a passagem mais fluida, sobretudo para passageiros frequentes.

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A União Europeia afirma que campanhas informativas estão em curso em aeroportos e consulados para orientar viajantes sobre os novos procedimentos.

Fronteiras sob pressão

O controle de passaportes é hoje o símbolo mais visível da crise. A entrada de nacionais de países fora da União Europeia, como os brasileiros, depende de procedimentos mais rigorosos, o que amplia o tempo médio de atendimento.

Segundo o governo português, o problema não se resume à falta de agentes de fronteira, mas envolve também limitações físicas do aeroporto e indicadores de qualidade de serviço considerados inadequados.

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Há ainda preocupações com a segurança operacional. Equipamentos próximos do limite de uso e gargalos na coordenação entre os diferentes serviços do aeroporto agravam o quadro.

O que muda com o novo sistema europeu

A situação ocorre às vésperas de uma mudança estrutural no controle das fronteiras externas da União Europeia. A partir de 12 de outubro, os países do bloco começaram a implantar o Sistema de Entrada/Saída, conhecido como SES.

O modelo substitui o carimbo no passaporte por um registro eletrônico que reúne dados do documento, informações biométricas, como imagem facial e impressões digitais, além das datas de entrada e saída.

A implantação será progressiva, ao longo de seis meses, até abril de 2026. Nesse período de transição, os países poderão decidir em quais aeroportos e postos de fronteira o sistema será ativado primeiro. Até lá, os carimbos continuarão a ser usados paralelamente ao registro digital.

A promessa da União Europeia é que, após o período inicial de adaptação, o SES torne o processo mais rápido e seguro, reduzindo fraudes e identificando automaticamente quem ultrapassar o tempo máximo de permanência permitido, de até 90 dias dentro de um intervalo de 180 dias.

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O governo de Portugal diz trabalhar com a concessionária dos aeroportos para redesenhar áreas de embarque e desembarque, reforçar equipes e melhorar a sinalização e a logística interna. 

Palavras-chave Entrada Lisboa Portugal

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