Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

MTE divulga lista de trabalho escravo com BYD e Amado Batista incluídos

Romulo Serpa/Ag. CNJ

Nova lista de trabalho escravo soma 614 empregadores - Romulo Serpa/Ag. CNJ
Nova lista de trabalho escravo soma 614 empregadores
Por Alexandre Barreto

08/04/2026 | 11h32

São Paulo - O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta terça-feira, 7, uma atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. A nova lista inclui 169 nomes e eleva o total para 614 empregadores, um aumento de 6,28% em comparação com a versão anterior.

O cadastro é atualizado duas vezes por ano, em abril e outubro, com o objetivo de dar transparência às ações de combate ao trabalho análogo à escravidão no País.

Leia também: Brasil bateu recorde de denúncias de trabalho escravo em 2025

Entre os incluídos na nova versão está a multinacional chinesa BYD, responsável por uma unidade industrial em Camaçari, na Bahia. Também consta o nome de Amado Batista, autuado em fiscalização realizada em 2024.

O cantor Amado Batista foi incluído após fiscalização em propriedades rurais ligadas ao agronegócio. Segundo o MTE, foram identificados 10 trabalhadores em condições irregulares, com jornadas exaustivas e alojamentos precários.

Em nota enviada a Agência Brasil, a assessoria do cantor e empresário informou que um acordo foi firmado com o Ministério Público do Trabalho e que as obrigações foram cumpridas.

No caso da BYD, a fiscalização ocorreu entre dezembro de 2024 e maio de 2025. Os auditores da inspeção do trabalho identificaram 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular ao Brasil. Desse total, 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão.

Leia também: Itamaraty alerta que brasileiros são aliciados para trabalho escravo na Ásia

A investigação apontou responsabilidade direta da empresa na contratação e na entrada irregular dos trabalhadores, além da caracterização de vínculo empregatício conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

As inspeções também identificaram indícios de fraude migratória e manutenção de trabalhadores em condições incompatíveis com as normas legais. Entre os problemas encontrados estavam jornadas superiores a 10 horas diárias, ausência de descanso regular e restrição de locomoção.

Leia também: BYD diz que está colaborando com o MPT após ação por trabalho escravo

Nos alojamentos, os auditores constataram falta de estrutura básica, com os trabalhadores dormiam sem colchões, compartilhavam poucos banheiros e armazenavam alimentos em condições inadequadas. Em alguns casos, as refeições eram feitas nas próprias camas e a água consumida não era tratada.

Em janeiro, a empresa firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) no valor de 40 milhões de reais.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias