Operação da PF combate crimes contra a Caixa no interior de São Paulo
Divulgação/Polícia Federal
28/01/2026 | 15h43
São Paulo, 28/01/2026 - A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (28/1), em Campinas, no interior de São Paulo, a operação “Usurpatio”. O objetivo da ação é apurar a conduta de um grupo criminoso voltado a crimes contra a Caixa Econômica Federal.
De acordo com as investigações, um morador da capital paulista forneceu a terceiros informações e documentos falsos para viabilizar a abertura de contas bancárias em nome de “laranjas”. A partir daí eram realizados saques mediante empréstimos obtidos de forma irregular. Os valores ilícitos foram posteriormente rastreados até uma conta vinculada do próprio investigado, mantida em um banco digital.
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Durante as apurações, foram ouvidas pessoas envolvidas no saque e nas transferências dos valores obtidos ilicitamente. Mandados de busca e apreensão expedidos pela Primeira Vara Federal de Campinas/SP estão sendo cumpridos.
Outros casos
Na semana passada a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão durante uma investigação também voltada à repressão de associação criminosa e estelionato praticados contra a Caixa Econômica Federal.
Os trabalhos da PF tiveram como base uma série de inquéritos policiais onde são investigadas pessoas que utilizaram documentos falsos para abertura de contas bancárias junto à Caixa Econômica Federal no eixo Jacareí/SP – Taubaté/SP.
A ação dos criminosos tinha como objetivo a obtenção de recursos com empréstimos ilegais. Os valores adquiridos criminosamente eram transferidos para contas bancárias de “laranjas” e posteriormente sacados por integrantes da quadrilha.
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Segundo a Polícia Federal, somente nesta região, o prejuízo à Caixa Econômica atinge mais de R$ 500 mil. Nesta fase das investigações, iniciadas em junho de 2023, duas pessoas foram identificadas como responsáveis pelo uso de documentos falsos para abertura das contas bancárias e contratação de empréstimos.
Na ocasião foram apreendidos aparelhos celulares que ainda serão periciados e analisados em busca de informações que possam contribuir para a identificação dos demais membros da associação criminosa, além de documentos falsos utilizados para a prática do crime.
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