São Paulo já tem um idoso para cada criança ou adolescente menor de 15 anos
Há 101 pessoas com 60+ para cada 100 pessoas com menos de 15 anos no Estado; em 1950, eram 12 idosos para cada 100 crianças e adolescentes
Por Redação Viva
23/09/2026 | 19h58Envato
O Estado de São Paulo alcançou a marca de um idoso para cada criança e adolescente com menos de 15 anos, segundo dados de 2025, refletindo um índice de envelhecimento de 101,0. Essa mudança demográfica destaca o aumento da população idosa, que já representa 18,4% do total de habitantes do Estado.
Em 1950, a relação era de apenas 11,6 idosos para cada 100 crianças, e atualmente existem 8,4 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. O crescimento do envelhecimento é atribuído à baixa fecundidade e ao aumento da expectativa de vida, com a geração X começando a atingir a faixa etária dos 60 anos.
As diferenças regionais são evidentes, com municípios do norte de São Paulo apresentando índices de envelhecimento superiores a 120 idosos para cada 100 jovens. Turmalina, no Noroeste paulista, registrou o maior índice, de 322,0, enquanto a situação demográfica continua a evoluir com a crescente maturidade da população.
São Paulo - O Estado de São Paulo já tem um idoso para cada pessoa com menos de 15 anos, segundo o Painel População da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O levantamento, realizado com base em dados de 2025, indica que o índice de envelhecimento alcançou 101,0, ou seja, há 101 pessoas com 60 anos para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos.
De acordo com a Seade, em 1950, essa relação era apenas de 11,6. Atualmente, a população com 60 anos ou mais é de 8,4 milhões de pessoas, o que representa 18,4% da população do Estado, sendo 10,5% mulheres e 7,9% homens.
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“O que observamos é uma mudança importante na estrutura etária da população paulista. Em 1950, havia cerca de 12 idosos para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Hoje, essa relação chegou a praticamente um para um, mostrando que a população está cada vez mais madura”, disse Bernadette Waldvogel, gerente da área de Demografia da Fundação Seade.
Avanço do envelhecimento
Um dos movimentos que começa a influenciar essa mudança é a chegada da geração X aos 60. Entre os 45,6 milhões de paulistas, de acordo com a Seade, 549 mil têm exatamente 60 anos e fazem parte dessa geração, formada pelos nascidos entre 1965 e 1980. Esse grupo representa 6,6% da população idosa.
O contingente com 60 anos ou mais, por sua vez, já se aproxima daquele formado pelas pessoas entre 45 anos e 59 anos, que totaliza 9,2 milhões de habitantes. Outro indicador é que o índice de envelhecimento paulista cresceu 8,7 vezes entre 1950 e 2025.
Em 2000, havia 34,1 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos. Em 2010, essa relação chegou a 53,9 e, em 2020, a 83,3. O cenário reflete, em geral, a combinação da baixa fecundidade com o aumento da expectativa de vida.
Já em relação aos municípios paulistas, em 2000, o único município do Estado em que o número de idosos superava o de crianças e adolescentes, com índice de 110,9, era Águas de São Pedro, na Serra do Itaqueri.
Em 2025, o cenário mudou, embora permaneçam diferenças regionais. As menores taxas seguem concentradas no sul de São Paulo, enquanto ao norte predominam cidades com mais de 120 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos.
No levantamento, Turmalina, no Noroeste paulista, registrou o maior índice de envelhecimento, de 322,0, superando Águas de São Pedro, com 270,1.
(Por Ana Magalhães, especial para o VIVA)
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