Aos 82, Mick Jagger desabafa sobre envelhecimento: 'Não há nada de bom'
Divulgação/Globo
São Paulo - Aos 82 anos, Mick Jagger afirmou que não vê aspectos positivos no envelhecimento. O vocalista dos Rolling Stones disse que a idade traz perda de memória, limitações físicas e exige mais cuidado nas atividades do dia a dia. As declarações foram dadas durante entrevista à série The Interview, do The New York Times.
Não há nada de bom nisso. Nada. Você não adquire sabedoria. Você esquece tudo. Esqueci toda a minha sabedoria", disse o cantor ao ser questionado sobre o que considera positivo em envelhecer.
O músico ainda brincou que talvez tivesse acumulado "algumas pérolas" de conhecimento ao longo da vida, mas que já não se lembra quais eram.
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Durante a entrevista, Jagger explicou que o avanço da idade afeta principalmente o ritmo e a capacidade física. Segundo ele, muitas atividades ainda podem ser realizadas, mas exigem mais atenção.
Não é particularmente agradável e, claro, você não consegue fazer as coisas tão rápido quanto gostaria. Fisicamente, também não consegue fazer algumas coisas da maneira que gostaria. Você ainda pode fazê-las, mas precisa ter mais cuidado", relata.
Apesar disso, o cantor afirmou que continua mantendo uma rotina ativa. Além dos compromissos com os Rolling Stones, ele contou que procura preservar momentos de normalidade, como caminhar sozinho pelas ruas sempre que possível, mesmo convivendo há décadas com a fama internacional.
A banda lançou recentemente "Foreign Tongues", seu 25º álbum de estúdio, mantendo uma trajetória iniciada na década de 1960. O tema da idade também apareceu em uma entrevista recente concedida por Jagger e Keith Richards à Billboard.
Os dois comentaram o uso de inteligência artificial (IA) no videoclipe de "In the Stars", que utilizou tecnologia de deepfake para recriar versões mais jovens dos integrantes da banda.
Jagger afirmou que a produção foi encarada com bom humor e explicou que apenas os rostos foram alterados digitalmente, enquanto os músicos que aparecem no vídeo são artistas reais tocando juntos.
Ficou parecido comigo, mas não exatamente — parecia um dos meus filhos quando tinha uns 23 anos", disse o cantor sobre o deepfake.
Keith Richards também comentou a experiência de ver uma versão rejuvenescida de si mesmo. "Muito legal. Gostaria de ter essa aparência agora", brincou.
No entanto, mesmo tendo gostado do resultado visual, ressaltou que enxerga esse tipo de tecnologia apenas como um recurso voltado ao entretenimento, especialmente para videoclipes.
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