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Cantora comemora 60 anos de carreira com a turnê “Claudya – Deixa Eu Dizer”

Dani Gurgel

Claudya diz que levou para o show o melhor de suas canções da década de 70 - Dani Gurgel
Claudya diz que levou para o show o melhor de suas canções da década de 70
Por Alessandra Taraborelli

01/03/2026 | 08h00

São Paulo, 01/03/2026 – Depois de um longo tempo longe dos palcos, a cantora Claudya, que completa 78 este ano, volta para comemorar seus 60 anos de carreira, com a turnê “Claudya – Deixa Eu Dizer”, espetáculo que revisita sua trajetória e reafirma a importância de uma intérprete potente e singular da música brasileira.

Engana-se quem pensa que o show deve atrair só pessoas com mais de 50. Segundo a cantora, ela tem muitos fãs jovens, com menos de 20 anos. Ela revela que isso aconteceu após a música “Deixa eu Dizer”, gravada por ela na década de 70, ser remixada por Marcelo D2, em 2008, que acabou apresentando a sua voz a públicos mais jovens. Desde então, a faixa permanece amplamente presente em sets de DJs e pistas pelo Brasil, mantendo sua circulação e atualidade.

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Meu Deus, como pode? Depois de tantos anos, as pessoas estão descobrindo o meu repertório. Eu não estou lançando um repertório novo, eu estou lançando o meu próprio repertório, que ficou meio escondido e que agora aflora. Depois de tantos anos, eu vou fazer um show com todas as músicas.”

Claudya confessa que não conhecia o Marcelo D2 até ele “samplear” a música dela, mas que ficou muito impressionada pela qualidade musical do artista. Ela avalia que é muito importante esse encontro de gerações, e revela, inclusive, que tem planos de gravar composições de Lenine e do Zeca Baleiro.  Ela, no entanto, não revela quando essa parceria deve se concretizar. Primeiro, ela quer correr com a nova turnê pelo País e, só depois, focar neste outro projeto.

A artista diz que a ideia de voltar aos palcos partiu da filha, Graziela Medori, que também é cantora. No começo ela pensou em gravar alguns artistas, mas foi demovida da ideia pela filha. “Ela disse: mamãe, por que você não faz o seu próprio repertório, que é muito bom? Inclusive, tem músicas desconhecidas do grande público, que você poderia fazer arranjos novos, colocar uma nova roupagem e gravar. Foi exatamente o que nós fizemos. Estou muito feliz, porque depois de tantos anos, e alguns discos esquecidos na gaveta, eu consigo fazer um show com essas músicas”, revela.

Relançamentos

A cantora revela ainda que esse show é a celebração de um período importante da sua trajetória e este novo ciclo vem acompanhado do relançamento em vinil dos álbuns Jesus Cristo (1971) e Deixa Eu Dizer (1973), marcos de sua discografia e da música brasileira.

Cantora Claudya
Sobre a escolha do repertório, Claudya diz que a ideia é passear pelos álbuns mais significativos da carreira - Foto: Dani Gurgel

Sobre a escolha do repertório, que inclui ainda grandes sucessos de “Você, Cláudia, Você” (1971) e “Reza, Tambor e Raça” (1977), ela diz que a ideia é passear pelos álbuns mais significativos da carreira.

"Levarei o melhor das canções que gravei na década de 70 como: Menina Fulô; Só que deram o zero pro Bedeu; Pois é, seu Zé; Como dois e dois são cinco;, além de homenagear dois compositores importantes nessa trajetória que são Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle”, afirma.

No palco, Claudya será acompanhada por nove músicos, que imprimem uma roupagem contemporânea aos clássicos já conhecidos do público. Em uma ponte entre gerações, a noite de estreia contará com participações especiais de Alaíde Costa, Patrícia Marx e Ayrton Montarroyos.

Mais que cantora

Na década de 1970, Claudya alcançou alguns de seus maiores sucessos fonográficos, consolidando seu nome entre as grandes vozes da música popular brasileira. Em 1971, o álbum “Jesus Cristo” tornou-se um fenômeno de público, com destaque para a faixa-título, que contou com vocais de apoio dos Golden Boys e do Trio Esperança. Em 1973, gravou “Deixa Eu Dizer”, de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza — canção que dá nome à turnê e atravessa diferentes fases de sua carreira.

Em 1982, ela destacou-se também no teatro musical ao interpretar “Não Chores por Mim, Argentina” na montagem brasileira de Evita. Já em 1994, reafirmou seu diálogo com o jazz e a música instrumental ao lançar “Entre Amigos”, em parceria com o Zimbo Trio.

Ao longo dessas seis décadas, Claudya gravou mais de vinte discos, foi recordista de vendas, lançou um LP em japonês com mais de 200 mil cópias comercializadas e recebeu prêmios como Roquette Pinto, Globo de Ouro e Troféu Imprensa.

A artista revela ainda que esta turnê é um reencontro com ela mesma. “É um reencontro comigo mesma. O que eu não pude fazer naquela época, mas que hoje eu estou pronta para fazer, com mais maturidade e ainda mais competência”, explica.

Apesar de estar muito feliz com a sua volta aos palcos, ela afirma que ainda falta um reconhecimento: estar tocando nas rádios. “Agora só falta mesmo estar nas emissoras de rádio tocando os meus discos. Eu gostaria muito de me ouvir nas rádios. Antigamente dava para me ouvir o dia inteiro nas rádios cantando coisas que eu gravei.”

Maturidade

Claudya conta que a maturidade tem seus benefícios, como desacelerar. Na juventude, ela se descreve como uma pessoa que era ligada nos 220.

Eu sou taurina, e taurinos são muito intensos. Eu me indispunha com as pessoas, agora estou bem mais tranquila com relação a tudo. A maturidade me trouxe esta calma.”

Ela revelou ainda que, para se manter ativa e saudável, procura se alimentar bem e descansar bastante e, para a voz, faz exercícios vocais e não fuma e não bebe.

Para os novos artistas, Claudya aconselha àqueles que desejam construir uma carreira duradoura que é preciso ter muita paciência e resiliência, pois um “bom artista” é aquele que deixa um legado que atravessa o tempo. Ela disse ainda que está “aflorando” e retomando a sua carreira sem prazo de validade.

Serviço

CLAUDYA | Claudya – Deixa Eu Dizer
Data: 06 de março
Local: Casa Natura Musical –
Horário: 21h
Ingressos: Sympla

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