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Cinema de rua em SP é alvo de despejo; construtora quer prédio no local

Reprodução/Instagram/@cinecafefellini

Entrada do anexo do cinema de rua da Rua Augusta, em SP - Reprodução/Instagram/@cinecafefellini
Entrada do anexo do cinema de rua da Rua Augusta, em SP
Por Adriana Del Ré e Estadão Conteúdo

15/05/2026 | 17h10 ● Atualizado | 17h11

São Paulo - A Rede Arteplex, empresa responsável pela operação e gestão do do anexo do Espaço Petrobras de Cinema, antigo Itaú Cinema da Augusta, e do Cine Café Fellini, localizados no número 1.470 da Rua Augusta, em São Paulo, informou,  em um comunicado oficial, estar “adotando todas as medidas legais cabíveis para reverter o quanto antes" o processo de reintegração de posse do local.

Na quinta-feira (14), a Justiça de São Paulo (TJ-SP) iniciou o processo de reintegração de posse. Dois caminhões chegaram ao local para realizar o despejo.

O prédio foi vendido em 2022 para uma incorporadora, que quer transformar o espaço em um prédio comercial.

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Por se tratar de um tema judicializado, novas manifestações ocorrerão exclusivamente nos autos dos processos”, diz a nota.

Por isso, “estão temporariamente fechados” as salas 4 e 5 do cinema de rua, que ganhou patrocínio da Petrobrás no início do ano passado, assim como o Café Fellini (apenas do lado anexo).

A ordem de despeo foi assinada em março pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5.ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, após processo movido pela Rec Vila 15 Empreendimentos Imobiliários. O processo está em grau de recurso.
As salas 1, 2 e 3, situados no número 1.475 da Augusta permanecem funcionando normalmente.

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Zona de preservação

A situação do anexo e do café se arrasta na Justiça há três anos. Em março de 2023, o local foi reconhecido como Zona Especial de Preservação Cultural - Área de Proteção Cultural (Zepec-APC), e a construtora foi obrigada a incluir as salas de cinema como fachada ativa no projeto do empreendimento.

A demolição havia sido autorizada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) em dezembro de 2024, mas suspensa no início do ano seguinte pelo TJ-SP.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram homens carregando móveis e itens que ocupavam o espaço para dentro dos caminhões. 

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