Com inéditas, disco póstumo 'A Estrada' traz adeus poético de Lô Borges
Divulgação/Flávio Charchar
São Paulo - Um dos maiores compositores da música brasileira, Lô Borges morreu aos 73 anos, em novembro do ano passado, mas deixou um disco finalizado antes de partir.
Gravado no ano passado, em Belo Horizonte, o álbum "A Estrada" já está disponível nas plataformas de streaming, com dez faixas inéditas: nove delas com letras de seu irmão, Márcio Borges, e uma com próprio Lô como letrista, "Chegada", o que é uma raridade em sua obra.
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Isso porque Lô consolidou sua carreira como compositor musical, criando melodias e arranjos, enquanto deixava as letras para os parceiros. Não por acaso, ele ajudou a construir a atmosfera sonora muito especial e sofisticada do Clube da Esquina, movimento que ele criou com Milton Nascimento.
Mas o Lô quebrou essa regra com "Chegada", última faixa do novo disco, gravada em dueto com seu parceiro de longa data, Tavinho Moura, que também toca viola de 10 cordas.
Pelo que me lembro, ele tinha essa melodia por muito, muito tempo na cabeça, desde criança", conta Thiago Corrêa, um dos produtores de "A Estrada".
O novo álbum também é uma homenagem aos 80 anos de Márcio Borges. Márcio e Lô Borges fazem parte de uma prole de 11 irmãos, todos ligados à música.
Outro irmão, Yé Borges escreveu: "Como irmão, tive o privilégio de testemunhar de perto o amor com que esse caminho foi traçado. 'A Estrada' mostra como a irmandade musical pode transcender os laços sanguíneos".
Ouça o disco:
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