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Disco de estreia do Gorillaz faz 25 anos; conheça outras bandas virtuais

Divulgação

Criado por Damon Albarn, do Blur, o Gorillaz é formado por personagens fictícios - Divulgação
Criado por Damon Albarn, do Blur, o Gorillaz é formado por personagens fictícios
Por Adriana Del Ré

04/04/2026 | 17h45

São Paulo - A criação da banda britânica Gorillaz, em 1998, foi um evento inusitado. Mais ainda ao se descobrir que, entre seus criadores, estava Damon Albarn, o líder do Blur, sucesso do britpop que virou uma espécie de rival do Oasis. O Gorillaz não era apenas o grupo paralelo de Albarn: era sua banda virtual.

Os integrantes ganhavam vida em animações, nos traços do cartunista Jamie Hewlett, parceiro no projeto. Segundo Albarn, a ideia surgiu como uma crítica à forte influência da MTV sobre a indústria musical na época. Ele considerava aquilo artificial. Nasceu, então, a provocação: por que não criar uma banda totalmente fabricada?

No início, eram essas animações que "subiam ao palco". Enquanto os personagens fictícios — o vocalista 2-D, o baixista Murdoc, a guitarrista Noodle e o baterista Russell Hobbs — "se apresentavam" no telão, os músicos reais tocavam atrás do palco, longe dos olhos dos fãs. Com o tempo, Damon Albarn e companhia passaram para a frente da tela, dividindo protagonismo com os avatares. 

O álbum de estreia, Gorillaz, foi lançado em 2001 e, 25 anos depois, em 2026, esse trabalho segue relevante. A faixa Clint Eastwood se tornou um clássico do rock alternativo — basta ouvir a introdução da música para reconhecê-la de imediato. Misturando pop, rock, hip-hop e eletrônica, o disco também emplacou sucessos como Tomorrow Comes Today e 19-2000.

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Dados recentes do Spotify mostram que, mesmo tendo seu auge nos anos 2000, o Gorillaz continua atravessando gerações. Segundo a plataforma de streaming, até o fim de março deste ano, esse álbum acumulava mais de 1,8 bilhão de reproduções. Clint Eastwood lidera os streams e, em 2025, ultrapassou a marca de 1 bilhão, entrando para o Billions Club da plataforma.

Atualmente, o Gorillaz soma cerca de 27,6 milhões de ouvintes mensais. São Paulo aparece como a segunda cidade que mais escuta a banda no mundo, atrás apenas da Cidade do México.

Apesar de se manter influente, o Gorillaz não é a única — nem a primeira — banda virtual da história. Conheça outros grupos que também não são formados por integrantes de carne e osso:

Alvin e os Esquilos

Os personagens do desenho Alvin e os Esquilos estão em uma lanchonete

Alvin e os Esquilos fez sucesso nos anos 1960 - Reprodução

Criados em 1958 por Ross Bagdasarian Sr., Alvin, Simon e Theodore são considerados um dos primeiros fenômenos de “banda virtual” da cultura pop. O sucesso começou com músicas gravadas com vozes aceleradas artificialmente. Na TV, ganharam destaque com The Alvin Show, exibido pela CBS entre 1961 e 1962, misturando animação e números musicais. Mesmo com apenas uma temporada, o trio virou franquia duradoura, com discos, séries e filmes ao longo das décadas.

Josie e as Gatinhas 

As três integrantes de Josie e as Gatinhas estão cantando em cima de um palco pequeno e usando maiô de oncinha
Josie e as Gatinhas formavam um trio - Reprodução

As personagens ganharam série animada pela Hanna-Barbera em 1970. O desenho acompanha uma banda feminina adolescente que, durante turnês, se envolve em mistérios e aventuras. A produção combinava música pop com narrativa investigativa e ajudou a consolidar o formato de bandas fictícias na TV. Outro destaque foi a personagem Valerie, uma das primeiras protagonistas negras em desenhos animados.

CriaZ do Bit

Os personagens de animação da banda posam para foto com seus dubladores
A banda brasileira CriaZ do Bit e seus dubladores - Divulgação

Essa banda virtual contemporânea, versão brasileira, é liderada por um trio, formado pela humana Alice, o cão Caramelo, e a (ou o) robô Tilt. Eles "ganharam vida" pelas mãos de uma equipe de modeladores e animadores 3D e são dublados por Thamy Mangia, Pablo Bispo e Sabrina Azevedo. Em 2023, lançou o primeiro o EP, com as faixas Faya Baby, Olho do Furacão e Isso Não É Hit — que mistura funk, sonoridade meio rock, meio hardcore, remetendo às bandas dos anos 1990 e 2000. 

Tutubarão

A banda está se apresentando, com o personagem Tutubarão, que é um tubarão, na bateria
O banda tinha como mascote um tubarão falante - Reprodução

Também sucesso da Hanna-Barbera na década de 1970, o desenho traz uma banda de adolescentes que toca rock em cidades subaquáticas futuristas. O diferencial é o mascote: um tubarão falante e atrapalhado que participa das aventuras. Durante as turnês, o grupo enfrenta vilões, mesclando música com ação, em um formato inspirado em sucessos como Scooby-Doo.

Banana Splits 

Os quatro integrantes do Banana Splits estão de pé e são pessoas vestidas com fantasia de bichos
Os integrantes do psicodélico Banana Splits - Reprodução

Com linguagem ágil e visual psicodélico, The Banana Splits Adventure Hour foi um programa com atores fantasiados de animais que formavam uma banda: o cachorro Fleegle, o gorila Bingo, o leão Drooper e o elefante Snorky. Exibido entre 1968 e 1970, combinava esquetes, músicas e desenhos animados, sendo um dos primeiros formatos televisivos a integrar música pop com Os integrantes do psicodélico Banana Splits - Reprodução personagens fictícios performando “ao vivo”. 

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