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Geriatricus usa música e humor contra estereótipos dos mais velhos

Divulgação

"O Geriatricus só existe porque tivemos a oportunidade de sentar com pessoas mais velhas" - Divulgação
"O Geriatricus só existe porque tivemos a oportunidade de sentar com pessoas mais velhas"
Por Alessandra Taraborelli

01/04/2026 | 15h47

São Paulo - Com humor afiado, histórias que arrancam risadas e um repertório que atravessa gerações, Véia Celeste comanda o espetáculo Geriatricus, como quem transforma o palco em uma grande celebração da vida. Mais do que um show, a apresentação é uma experiência envolvente que mistura música ao vivo, stand-up e memória afetiva, provando — com irreverência e carisma — que o tempo só amplia o conhecimento e que idade nunca foi, nem nunca será, limite para se divertir.

De acordo com o idealizador da Véia Celeste, que não gosta de se identificar, a mistura inusitada para o show veio por meio de uma timidez extrema, onde ele não conseguia se expressar. Ele conta que ficou durante anos tentando se expressar e não conseguia e foi somente através da caracterização que conseguiu ter essa liberdade de comunicação junto com as pessoas. “Na hora em que estou caracterizado fica mais fácil falar com as pessoas. E isso, de alguma forma, as toca”, explica, acrescentando que o show aborda questões importantes do ser humano.

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“É uma oportunidade de felicidade para a vida delas, e isso se tornou o nosso maior objetivo:  levar alegria para as pessoas e levar música para unir, tudo isso dentro de um espírito mais velho, para família, para amigos, para um ambiente legal, saudável, uma comunicação bacana”, explica.

De acordo com o ator, a ideia do show também teve o objetivo de acabar com os estereótipos relativos aos mais velhos.

A pessoa mais velha tem uma bagagem gigantesca de conhecimento, de experiência de vida que pode passar para o mais jovem. É a valorização do mais velho. Ter a oportunidade de sentar com o mais velho, trocar ideia e se abastecer de boas informações. O Geriatricus só existe porque nós tivemos a oportunidade de sentar com pessoas mais velhas que tinham experiências muito bacanas para poder dividir com a gente.”

Inspiração

Geriatricus
A inspiração para a criação da Véia Celeste veio de uma vizinha - Divulgação

A inspiração para a criação da Véia Celeste veio de uma vizinha que marcou profundamente a juventude do artista responsável pelo projeto. Foi ao ouvi-la tocar violão que nasceu o primeiro contato com o instrumento e com a música, ainda na adolescência. Autodidata, ele aprendeu a tocar tirando melodias de ouvido e recorrendo às antigas revistas musicais como guia, um aprendizado movido muito mais pela curiosidade do que por qualquer método formal.

Antes de se dedicar integralmente ao Geriatricus, o criador do projeto seguiu carreira fora da música, atuando por anos na área de gestão de negócios. Mesmo assim, o violão nunca saiu de cena. O instrumento o acompanhava nas viagens de trabalho e nos momentos de descanso, mantendo viva a conexão com a música.

O nome surgiu após o artista avaliar o que os velhos gostam, consomem e tem muito em casa e, pensou em medicamentos e, em como seria legal ter um nome voltado para este tema. Foi quando pensou em geriatra, especialidade médica que cuida de pessoas mais velhas. Porém, um amigo ao ouvir o nome sugeriu Geriatricus, afirmando que ficaria mais divertido, e assim nasceu a banda.

“Mais do que um show, Geriatricus é uma experiência que mistura música ao vivo, memória afetiva e um olhar bem-humorado sobre o tempo provando que, quando o assunto é diversão, idade nunca foi limite para subir ao palco”.

A Véia Celeste explica que a inspiração para os temas vem do cotidiano, como por exemplo, falar de algo que as pessoas estão de “saco cheio” de fazer, sobre o cansaço do trabalho, falar de homem, de mulher, tudo pode ser tema.

O mais importante, segundo o idealizador do projeto, é que o espetáculo mostre que não é preciso ter medo de envelhecer.

Conforme você vai envelhecendo consegue observar melhor a vida, ver prazeres e belezas em muitas coisas. Se a pessoa só reclama, é porque ela não envelheceu o suficiente, não adianta reclamar da vida, o tempo passa, e a gente vai observando que a vida é maravilhosa, nosso objetivo é que as pessoas entendam que envelhecer é a melhor parte da vida."

Show

 O Geriatricus chega pela primeira vez ao Espaço Unimed, no dia 2 de abril, levando ao público um espetáculo que mistura música ao vivo, humor, teatralidade e nostalgia.

O projeto se destaca ao transformar clássicos das décadas de 80 e 90 em performances envolventes, bem-humoradas e carregadas de energia. No palco, o repertório revisita sucessos que atravessam gerações, com releituras de nomes como Legião Urbana, Capital Inicial, Os Paralamas do Sucesso, RPM, Pearl Jam e Seu Jorge, criando uma atmosfera de memória afetiva que convida o público a cantar, rir e se emocionar do início ao fim.

Serviço

Geriatricus 
Data: 2 de abril (quinta-feira) 
Local: Espaço Unimed - Rua Tagipurú, 795 – Barra Funda 
Abertura da casa: 20h 
Início do show: 22h 
Classificação etária: 14 anos 

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