Novela 'A Nobreza do Amor' estreia nesta segunda-feira; entenda a história
Estevam Avellar/Globo
São Paulo - A novela "A Nobreza do Amor" estreia nesta segunda-feira, 16, na faixa das 18h da TV Globo. A trama escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr. substitui "Êta Mundo Melhor!" e apresenta uma história ambientada entre um reino africano fictício e o Rio Grande do Norte, no Brasil.
Leia também: Brasil conclui desligamento da TV analógica; relembre história da televisão
Na trama, o público acompanha a princesa Alika, interpretada por Duda Santos. Após um golpe de Estado no reino de Batanga, na África, ela foge para o Brasil para escapar da perseguição política. No País, passa a viver com identidade falsa e assume o nome Lúcia.
No Nordeste, Alika encontra abrigo na cidade fictícia de Barro Preto, onde vive seu tio. Durante a nova fase, ela conhece Tonho (Ronald Sotto), trabalhador de um engenho de cana-de-açúcar.
O relacionamento entre os dois se desenvolve em meio às diferenças sociais e ao passado que a princesa tenta esconder.
Enquanto isso, o poder em Batanga é tomado por Jendal, personagem de Lázaro Ramos. O novo governante tenta consolidar o domínio ao forçar um casamento com Alika. A princesa foge antes da união e passa a planejar o retorno ao reino para recuperar o trono.
Trama é ambientada na África e no Nordeste
Com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly, a trama da novela se passa nos anos 1920 e alterna cenários entre África e Nordeste brasileiro.
A narrativa aborda temas como diáspora africana, identidade e conexões culturais entre os dois territórios, com referências à cultura bantu.
Leia também: Brasil e África do Sul estão em negociações avançadas para acordo de cooperação
Segundo os autores, Batanga é um reino fictício inspirado em diferentes tradições africanas. A construção do universo da novela reuniu referências históricas, estéticas e literárias de diversas regiões do continente.
"A Nobreza do Amor fala sobre a cultura desse continente, tão próxima de nós e, ao mesmo tempo, tão distante, justamente porque quase nunca é abordada. É importante ressaltar, no entanto, que estamos falando de um reino fictício, embora inspirado em elementos reais", explica a autora Duca Rachid.
Para o autor Elisio Lopes Jr, a trama revisita essas rotas de ida e volta e reflete sobre identidades e nobrezas que foram arrancadas durante a escravidão, onde muitas delas não puderam retornar às suas origens nem mesmo após a abolição.
A novela carrega justamente essa ideia: a possibilidade de reconstruir esse 'caminho de volta'. A partir dessa perspectiva, construímos uma fábula que se desenrola tanto no Nordeste quanto na África. São arenas fictícias, uma cidade inventada e um reino criado especialmente para a narrativa, mas ambos profundamente inspirados no caldeirão cultural produzido por séculos de intercâmbio entre esses universos", conta Elisio.
Confira a abertura da novela:
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
