Sesc Santo André está com programação musical especial para janeiro
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Por Alessandra Taraborelli
05/01/2026 | 16h27 ● Atualizado | 16h56
São Paulo, 05/01/2026 - O Sesc Santo André está com programação musical especial para os quatro sábados de janeiro. A cada sábado, um artista sobe ao palco e apresenta suas trajetórias e pesquisas próprias. Será um fim de tarde com encontro de tradições, invenções e memórias afetivas do País. Das vertentes nordestinas às batidas amazônicas, passando por releituras contemporâneas e intersecções entre gêneros, a série de shows revela como diferentes linguagens se reconhecem e se renovam no palco.
Os quatro sábados compõem um panorama que destaca a amplitude da produção musical brasileira e a força de seus encontros. Cada apresentação oferece uma porta de entrada diferente para esse universo, reforçando o caráter plural, dançante e coletivo que orienta a programação.
A abertura fica por conta de Brasilidades, show do cantor e compositor andreense Rodrigo Régis, no dia 10. Com mais de duas décadas na cena independente do ABC, o artista organiza um repertório que conecta suas composições, como Amendoeira e Dance Comigo, a clássicos de Caetano, Gil, Alceu, Novos Baianos e a produções recentes de nomes como Gilsons e Duda Beat. O trânsito entre ijexá, carimbó, baião, pop e rock costura o espetáculo e coloca em diálogo matrizes que dialogam com a formação do próprio músico.
No sábado seguinte, 17, o Forró do Assaré leva ao público um baile de arranjos que ampliam o campo sonoro do forró tradicional. O grupo, formado por mulheres, combina flauta, clarinete e três vozes ao trio clássico de sanfona, zabumba e triângulo, criando novas combinações para xotes, baiões, arrasta-pés e frevos. Seu repertório valoriza compositores fundamentais, de Luiz Gonzaga a Dominguinhos, e relê essas obras com a leveza e a precisão de quem conhece profundamente a tradição sem abrir mão da experimentação.
No dia 24, a presença amazônica toma o espaço com Carimbodélic convida Mete Ficha, encontro que apresenta duas leituras complementares do carimbó. De um lado, o projeto de Antonio Maria Novaes explora texturas eletrônicas, criação de bases ao vivo e o timbre particular do banjo amazônico; de outro, o Mete Ficha reafirma o carimbó de pau e corda em sua forma mais ancestral, guiado pelo curimbó e pela memória dos mestres que sustentam o ritmo. A reunião das duas propostas sublinha a vitalidade de uma prática que se reinventa sem perder a referência das comunidades que a originaram.
Fechando as apresentações, no dia 31, a Banda Cataia traz a sonoridade nascida nas noites da Ilha do Cardoso. O grupo surgiu entre amigos e consolidou uma linguagem que combina maracatu, coco, bumba meu boi, carimbó, baião e ciranda com referências de rock, jazz e MPB. Essa mistura revela uma identidade construída entre paisagens naturais, influências diversas e histórias compartilhadas, resultando em uma performance marcada por ritmos tradicionais atravessados por camadas contemporâneas.
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