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'Trabalho ajuda na vida longa', diz Lima Duarte, com 96 anos e 70 de TV

VIVA/Adriana Del Ré

Lima Duarte foi um dos homenageados da Mostra da Diversidade 60+; evento tem parceria de mídia com o portal VIVA - VIVA/Adriana Del Ré
Lima Duarte foi um dos homenageados da Mostra da Diversidade 60+; evento tem parceria de mídia com o portal VIVA
Por Adriana Del Ré

27/07/2026 | 11h56 ● Atualizado | 11h58

São Paulo - O terceiro e último dia da Mostra da Diversidade 60+, realizado à noite deste último domingo, 26, no Cine Satyros Bijou – Sala Patrícia Pillar, em São Paulo, destacou o protagonismo dos atores 70+ no cinema. Lima Duarte, com 96 anos, esteve presente para a exibição do filme “Depois Daquele Baile”, de 2005, acompanhado da família. A atriz Laura Cardoso foi outra homenageada.

Parte integrante da Mostra da Diversidade do Cinema Brasileiro, o evento tem parceria de mídia com o portal VIVA.

Dirigido por Roberto Bomtempo, “Depois Daquele Baile” (disponível no Claro TV+) usa a triangulação amorosa formada pelos protagonistas veteranos, interpretados por Lima, Marcos Caruso e (uma radiante) Irene Ravache, para mostrar que existe vida ativa e pulsante na maturidade.

Na vida real, Lima Duarte é a prova disso. O ator começou na rádio e foi pioneiro da TV. Só na telinha, são mais de 70 anos no ar.

Trabalhar eu gosto, é bom. Talvez isso seja uma das coisas que colaboram para uma vida longa”, afirmou ao VIVA

Ele atribui também a longevidade a um fator genético. "Tive uma avó em Minas que viveu até 106 anos, devo chegar por aí." 

Pioneirismo na TV

Os personagens de Irene Ravache e Lima Duarte estão se divertindo em um carrossel
Cena do filme "Depois Daquele Baile", de 2005, com Irene Ravache e Lima Duarte - Reprodução/Claro TV+

Foram mais de 20 anos de TV Tupi e mais de cinco décadas fazendo trabalhos na TV Globo. O ator lembra quando, ainda como operador de som, fez parte da equipe que foi ao Porto de Santos, no litoral paulista, buscar os primeiros aparelhos e receptores de televisão, adquiridos pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand. O equipamento seria usado na inauguração da Tupi, em 1950.

Ele também estava presente quando descobriu onde a sede da Tupi seria erguida. “Estávamos jogando peteca no bairro do Sumaré (em São Paulo)  – no tempo em que existiam petecas e amigos –, Wálter Forster, Hebe Camargo e eu, quando um menino começou a mexer (no terreno). Falamos: ô, rapaz, não mexe no campo de peteca. Ele disse: vamos fazer a TV aqui. Ela foi feita no nosso campo”, lembra o ator.

Desde 1951, Lima passou décadas emendando papéis na TV, muitos deles lembrados pelo público até hoje.

“Fiz 80 e tantas novelas. Na primeira novela na TV, que se chamava 'Sua Vida Me Pertence', fiz o primeiro bandido. Era um advogado malandro, me diverti com ele. Na Tupi, fiz grandes personagens. Dirigi o 'Beto Rockfeller' (1968-69)”, diz.

Personagens memoráveis

O personagem de Lima Duarte, Sinhozinho Malta, está mexendo suas pulseiras
Lima Duarte como o personagem Sinhozinho Malta, de "Roque Santeiro" - Reprodução/Globoplay

Entre os personagens mais marcantes que interpretou na Globo, o ator menciona Sinhozinho Malta, da novela “Roque Santeiro” (1985), e Sassá Mutema, em "O Salvador da Pátria" (1989), ambas disponíveis no catálogo da Globoplay.

“Sabe uma ideia boa que eu que dei? Sinhozinho Malta era cheio de pulseiras e, como eu falava muito na novela, eu falava muito com as mãos. O coitado do rapaz do som falou: 'seu Lima, está incomodando, o senhor sacode esse ouro e fica encobrindo suas falas'. Falei: ‘vamos incorporar’”, conta o ator.

Com suas pulseiras de ouro imaginárias, o ator, divertindo-se, relembrou então o famoso bordão do personagem: “Tô certo ou tô errado?”.

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