Brasileiro admite despreparo ante imprevistos financeiros, mostra estudo
Pesquisa da MetLife no Brasil, México e Chile mostra que 68% dos brasileiros acham que conseguem lidar com imprevistos, mas só 36% se sentem preparados
Por Fabiana Holtz
07/10/2026 | 20h51Adobe Stock
Um estudo da MetLife revela que, apesar de 68% dos brasileiros se sentirem confiantes em lidar com imprevistos, apenas 36% se consideram financeiramente preparados, indicando uma desconexão entre percepção e realidade.
A pesquisa mostra que 55% dos brasileiros poupam ativamente e 53% adotam medidas de prevenção, mas apenas 15% contratam seguros, com uma dependência significativa de redes de apoio familiar e amigos.
Os resultados também apontam que 53% temem depender financeiramente de outros e que a percepção de seguros como caros e complexos limita o acesso, sugerindo a necessidade de soluções mais acessíveis e integradas ao cotidiano.
São Paulo - Os brasileiros são os mais confiantes para enfrentar situações inesperadas, mas essa percepção nem sempre se traduz em preparação financeira. Essa é a conclusão de um estudo da MetLife realizado com consumidores do Brasil, Chile e México para investigar como as pessoas estão lidando com riscos financeiros e proteção.
Segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira, 7, pela seguradora, 68% dos brasileiros acreditam que conseguiriam encontrar uma forma de lidar com um imprevisto, enquanto somente 36% dizem se sentir preparados diante de sua principal preocupação financeira.
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Conforme a pesquisa, a confiança dos brasileiros em conseguir resolver um imprevisto está sete pontos porcentuais acima da média dos três mercados analisados, enquanto a preparação está apenas um ponto acima. A conclusão do estudo é que a percepção de capacidade de reação não necessariamente vem acompanhada, na mesma proporção, dos recursos e condições para enfrentar situações concretas.
"Sentir-se capaz não é o mesmo que sentir-se preparado. São coisas distintas", observou Javier Cabello, vice-presidente sênior e Head da MetLife Xcelerator América Latina, durante teleconferência em que o estudo foi apresentado.
Entre as estratégias para se proteger, 55% dos brasileiros afirmaram que poupam ativamente e 53% evitam riscos ou adotam medidas de prevenção. A opção de contratar um seguro para se proteger foi citada por apenas 15% dos entrevistados, enquanto 25% preferiu recorrer ao apoio de familiares e amigos.
Um diferencial em relação aos mercados do Chile e do México, o uso das redes de apoio no Brasil está oito pontos acima da média dos três países.
Preocupações e decisões cotidianas
Com relação às preocupações dos entrevistados, o temor de depender financeiramente de outras pessoas é mencionado por mais da metade (53%) dos brasileiros. O resultado também está cinco pontos acima da média dos três países. O receio de receber o diagnóstico de uma doença cujo tratamento seja difícil de pagar é mencionado por 53%, enquanto 46% temem a perda prolongada de renda.
A pesquisa também identificou que o momento e o canal de oferta em que uma solução é apresentada podem favorecer a adoção de proteção financeira. Entre os brasileiros, 55% esperariam encontrá-la em um aplicativo bancário e 33% ao solicitar um empréstimo. Somente 17% esperariam ter de procurar uma solução por conta própria.
Por outro lado, 29% dos brasileiros disseram considerar os seguros caros e 28% mencionaram a dificuldade de acesso. Ao mesmo tempo, 22% disseram acreditam que os seguros são destinados para poucas pessoas e 19% consideram o produto complexo.
Para o estudo “Democratizando o acesso à proteção” foram entrevistadas 4.373 pessoas e 497 tomadores de decisão de organizações no Brasil, Chile e México entre abril de maio deste ano.
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