Seguro de vida perde clientes por falta de clareza e interação, diz estudo
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São Paulo - Ter a proteção de um seguro de vida pode até fazer parte dos planos de parte da população, porém a linguagem técnica e a falta de interação com corretores ainda se apresentam como grandes obstáculos na hora da sua contratação. Essa é a conclusão do Relatório Global de Seguro de Vida 2027, elaborado pelo Instituto de Pesquisa da Capgemini em conjunto com a LIMRA.
Segundo o levantamento, que ouviu 6.175 consumidores em 18 países, um em cada quatro desiste da compra antes de concluí-la. Entre os 47% que declararam considerar a contratação de uma apólice de seguro de vida, mais de 40% afirmaram se sentir confusos, com dúvidas ou céticos em relação às informações que encontram.
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Para o estudo também foram entrevistados 198 executivos do setor em 18 países.
Entre os principais motivos que pesaram para a desistência da contratação a linguagem técnica foi apontada por 37% dos respondentes. Ou seja, o público ainda avalia o produto como complexo e pouco claro ao apresentar as regras.
Outros 35% revelaram temer os custos, enquanto 30% apontaram a falta de clareza e transparência nos termos e na política de cobertura para não fecharem negócio.
Já 25% afirmaram não ver relevância em contratar um seguro em sua atual fase da vida.
IA e necessidade de contato humano
Outro ponto importante ressaltado pela pesquisa é que mesmo diante da maior digitalização do processo, dois terços dos entrevistados afirmaram preferir contar com a ajuda de um consultor humano para finalizar decisões sobre a cobertura do seguro.
Em termos gerais, de acordo com o estudo, os consumidores reconhecem a necessidade de ter um seguro de vida, visto que 47% dos entrevistados afirmaram considerar adquiri-lo. No entanto, a falta de clareza na apólice sobre custos e regras de cobertura, somada a ausência de um corretor para esclarecer as dúvidas, ainda mantém o público pouco confiante em dar esse passo.
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