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Brasileiro tem até 80,5% da renda comprometida, aponta Serasa Experian

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Com renda média maior, Sudeste registra menor comprometimento em relação ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste - Envato
Com renda média maior, Sudeste registra menor comprometimento em relação ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste
Por Fabiana Holtz

06/04/2026 | 14h02

São Paulo – Em meio ao crescente endividamento das famílias brasileiras, pesquisa da Serasa Experian revela que os consumidores do País tem entre 71,9% (Região Sul) e 80,5% (Região Norte) de sua renda média comprometida com despesas financeiras.

Na sequência do recorte por região, o Nordeste registrou comprometimento médio de 78% da renda, enquanto no Centro-Oeste esse média chega a 74,7% e no Sudeste a 72,7%.

Ao olharmos para a renda média do brasileiro, no entanto, o Sudeste apresenta o maior resultado,  de R$ 4.448, seguido por Sul, com R$ 4.308 e Centro-Oeste, de R$ 4.296. As menores rendas estão no Norte, de R$ 3.018, e Nordeste, de R$ 2.821.

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Os dados indicam que as regiões com menor renda são exatamente as que destinam uma parcela maior do orçamento ao pagamento de despesas financeiras, reduzindo a margem disponível para consumo, poupança ou imprevistos.

É um sinal de alerta, diz a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack. Ela ressalta que um comprometimento de renda em torno de 80% representa um risco elevado sobre o orçamento, dado que não há margem de manobra. praticamente. 

O levantamento foi realizado com base nos dados da solução Renda 5.0, que consolida informações sobre renda média, origem da fonte de renda do consumidor e nível de comprometimento com despesas financeiras gerais, incluindo dívidas, contas básicas e outras despesas relevantes.

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Comprometimento elevado desde 2022

Esse alto nível de comprometimento de renda, de acordo com a série histórica da pesquisa, é observado desde 2022. Na região Norte, o índice permanece acima de 80% desde o ano passado. Em relação ao ano passado, o comprometimento no Nordeste diminuiu de 79,4% para 78,0%, no Sul passou de 73,2% para 71,9%, enquanto o Sudeste recuou de 73,4% para 72,7%. No Centro-Oeste, o índice seguiu em torno de 75% nos últimos anos.

Frente a 2025, a renda média do consumidor brasileiro aumentou em todas as regiões, mas em ritmos diferentes. Os maiores acréscimos foram registrados no Sul (de R$ 4.075 para R$ 4.308) e no Sudeste (de R$ 4.227 para R$ 4.448). Já os aumentos menos expressivos foram apurados no Norte (de R$ 3.007 para R$ 3.018) e Nordeste (de R$ 2.766 para R$ 2.821).

O estudo tem como referência novembro de 2025. Os valores de renda média têm referência nominal.

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