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Governo prepara programa para renegociar dívidas com até 80% de desconto

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Medida deve ser publicada em um prazo de cerca de dez dias - Envato
Medida deve ser publicada em um prazo de cerca de dez dias
Por Broadcast

01/04/2026 | 15h09

Brasília - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o novo programa de renegociação das dívidas das famílias em estudo pela pasta deve oferecer descontos de até 80% em relação aos débitos, com os 20% restantes sendo renegociados. Ele afirmou que a medida deve ser publicada em um prazo de cerca de dez dias.

Em um trecho de uma entrevista à Globonews, publicado no jornal O Globo, o ministro afirmou que o governo pode oferecer garantias no processo de renegociação. A íntegra será exibida às 23h30. Como mostrou a Broadcast, essas contrapartidas são consideradas importantes para que o programa resulte em descontos relevantes.

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"Ainda que você negocie 80% de desconto, sobra 20% da dívida a ser refinanciada. Aí o governo pode vir e dizer, bancos, fintechs, operadoras de crédito, renegociem a dívida com desconto amplo, mas deixem aqui uma nova taxa de juros para o que tem que ser refinanciado e o governo faz uma espécie de garantia junto com os bancos", disse Durigan, explicando que a ideia é aprimorar o modelo do Desenrola.

O ministro disse não ser "simpático" à ideia de isentar do IOF as instituições financeiras que fizerem a renegociação. No mercado, considera-se que uma das opções da Fazenda seria transformar essas renegociações em um tipo de benefício tributário, em vez de aportar recursos diretamente para garantir os descontos.

Em conversa com jornalistas na porta do Ministério da Fazenda, Durigan disse que o plano ainda está sendo finalizado. "Estamos trabalhando com isso, dialogando com os outros ministérios, com alguns setores do sistema financeiro, e no momento oportuno eu volto a falar disso, porque nós estamos construindo, em elaboração, o plano", disse o ministro.

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Na quinta-feira da semana passada, 26, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu a Durigan uma solução para a alta do endividamento das famílias. O ministro tratou do caso na segunda-feira com uma série de representantes do sistema financeiro, incluindo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a ABBC e a Zetta.

(Por Cícero Cotrim)

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