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Cesta da Páscoa salta 160% entre 2021 e 2026; bacalhau lidera escalada

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Varejo espera crescimento nominal de 4,5% no faturamente nesta Páscoa - Adobe Stock
Varejo espera crescimento nominal de 4,5% no faturamente nesta Páscoa
Por Fabiana Holtz

30/03/2026 | 14h30

São Paulo - Os produtos tradicionais da Páscoa acumulam uma alta de mais de 160% entre 2021 e 2026, enquanto a inflação oficial acumulada do país (medida pelo IPCA), é de 39,3%, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) em parceria com a FIA Business School. Mesmo assim, o varejo estima movimentar R$ 3,82 bilhões na Páscoa deste ano, revelando um crescimento nominal de 4,5%.

A explicação para o salto no faturamento, de R$ 2,78 bilhões em 2021 para R$ 3,82 bilhões neste ano, no entanto, se constata mais pela alta de preços dos produtos e não pelo volume vendido, segundo a pesquisa.

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Outra pesquisa, essa da Rico, confirma como a Páscoa deste ano está realmente mais salgada. Segundo dados reunidos pela Rico, entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, a inflação oficial do país (IPCA) acumulou alta de 33,13%, enquanto a chamada “cesta de Páscoa” registrou avanço de 50,75% no mesmo período.

Para Maria Giulia Figueiredo, analista de research da Rico, os números mostram que, embora os preços tenham subido de forma geral na economia, os produtos tradicionalmente associados à data ficaram ainda mais caros para o consumidor

No balanço dos últimos 12 meses até janeiro de 2026, entretanto, já se observa um certo alívio, com a cesta de Páscoa subindo 2,51%, abaixo do IPCA de 4,44% no mesmo período.

Bacalhau na liderança

A versão básica do bacalhau, prato tradicional da Semana Santa na mesa do brasileiro, ultrapassou R$ 100 em 2026, com alta de 163,2%. Na categoria intermediária a alta foi de 135,3%, com o quilo passando de R$ 200.

Fonte: Ibevar/Fia
Fonte: Ibevar/FIA

Outro destaque na inflação da cesta de Páscoa é o chocolate, acrescenta a Rico. Mesmo com a queda recente das cotações internacionais do cacau, os preços do produto final continuam subindo.

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Entre as categorias de ovos de Páscoa, na linha básica (150g/200g), segundo o Ibevar/FIA, os valores passaram a uma média de R$ 53, registrando uma alta de 140,1%. Na linha especial (250g/350g) os preços estão em R$ 145, indicando uma inflação de 123,1%, enquanto os produtos premium (350g) passaram de R$ 310, com salto de 138,5%.

Ao mesmo tempo que o faturamento segue crescendo ano a ano, os levantamentos revelam contraditoriamente uma maior restrição do poder de compra do consumidor. Diante desse cenário, observa Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e Professor da FIA Business School, o principal desafio do varejo não é apenas vender mais, mas tornar a tradição economicamente viável para o consumidor.  

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