Classe C representa metade dos empreendedores, diz Instituto Locomotiva
Fernando Frazão/Agência Brasil
São Paulo - Quase metade dos empreendedores brasileiros pertence à classe C, segundo estudo do Instituto Locomotiva em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O dado indica uma estabilidade no perfil do empreendedorismo no País, com maior presença da classe média na criação e gestão de negócios. Segundo a pesquisa, aproximadamente 46% dos brasileiros acreditam que é possível melhorar de vida por conta própria.
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Na série histórica, o estudo de 2012 “Empreendedorismo e a Nova Classe Média”, do Sebrae, mostrou que 55,2% dos empreendedores brasileiros estavam concentrados na Classe C.
O levantamento atual aponta que abrir um negócio próprio deixou de ser apenas alternativa emergencial de renda e passou a ser uma escolha profissional. Entre os principais motivos estão a busca por autonomia, flexibilidade e possibilidade de ganhos maiores em comparação ao trabalho no regime CLT.
Negócio próprio está ligado a melhores condições de vida
A análise indica que o crescimento do empreendedorismo no Brasil está ligado tanto à busca por melhores condições de vida quanto à ausência de alternativas no mercado de trabalho formal.
Para parte dos empreendedores, o negócio próprio evita longas jornadas, deslocamentos e condições de trabalho consideradas inadequadas, como ambientes tóxicos ou abusivos.
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O mercado de trabalho formal não tem sido capaz de atender às expectativas de retorno salarial na mesma proporção do ganho de escolaridade da maioria dos brasileiros", destaca o levantamento.
Enquanto a média de anos de estudos, entre 2004 e 2024, passou de 7 para 11 anos entre brasileiros com 25 anos ou mais, a média da renda mensal do trabalho principal dessa população caiu de R$ 6.937 em 2004 para R$ 6.561 em 2024.
Empreendedorismo motiva os brasileiros
O presidente do Sebrae, Décio Lima, destaca a necessidade de políticas públicas voltadas ao acesso a crédito, inovação e capacitação para ampliar a competitividade dos pequenos negócios.
“Para que o País cresça de forma consistente e com inclusão, o Estado social precisa garantir o fomento e o ambiente legal necessário para ampliar a produtividade e competitividade dessas empresas", disse, por meio de nota.
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